maio 31, 2007

Stabat Mater (finalmente no Porto)

Hoje e Amanhã no Teatro Nacional S. João, às 21h 30m.

Lá estarei na primeira fila, à espera que a fantástica Maria João entre em cena. Apareçam, mas façam pouco barulho ! Aliás, não façam barulho nenhum, xiuuu...

Reposição II



Ó vô achas que o pai natal me dá uma biciqéta ?
Não sei, portaste-te bem ?
Ó vô, assim vemela com aqéla cosa que faz axim tim tim, eu quia !
Faz lá outra vez ?
Axim tim tim.
Ahahah, xu, não digas nada tá ali um senhor a ver-nos.
...onde ? É o pai natal ?
Não tá a tirar uma fotografia !

(Mónica in: Revelando 01/08/06)

Sensatez

As pessoas são muito muito estranhas, a começar por mim próprio!

Gostais de cheirar mal da boca ?

maio 30, 2007

Preferem assim ?

47 mil bagagens perdidas na TAP

De uma lista de 24 companhias aéreas europeias, a portuguesa é assinalada como a que mais malas perde de vista: 29,9 por mil passageiros, só durante o primeiro trimestre deste ano. Em três meses, foram registadas 47 584 ocorrências, uma média de 529 por dia.

Nunca tive destes problemas com as malas, nunca me desapareceu nenhuma, mas também nunca viajei de Avião !

Memórias...


Hoje é uma estação de Metro igual a todas as outras...sem piada !
Em tempos atravessei imensas vezes, estas já seladas portas. Depois aguardava sentado nos bancos que já não existem, à espera do comboio que me ia levar até ao Porto. A tendência do olhar, fixava-se no Relógio da Estação. Pois era ele que marcava as chegadas e as partidas. A última partida foi às 12 horas, e a minha também. (Assim reza o Relógio )
In: Revelando (2005)
Porra, que saudades carago !!!

maio 29, 2007

Vontades...

Turistas...



Um inquérito feito a 15 mil responsáveis de hóteis europeus, organizado por uma agência que não interessa referir, revelou que os melhores turistas do Mundo são os Japoneses, os mais educados e simpáticos, seguidos dos Norte-Americanos. Na lista , mais abaixo ficaram os Franceses, Chineses, Russos e Britânicos. Em último lugar da lista, como seria de esperar, ficaram os Portugueses.

Pensamentos...

As pessoas que conheço perderam o sentido de humor.
As pessoas que vou conhecendo não o têm.

maio 28, 2007

Leituras...



Falo de um homem que possuía livros de poemas. Foi talvez o único real leitor. Ele abria os livros, um livro. Escolhia um poema. Era um ritual misterioso. Porque ele raspava as letras da página, cuidadosamente, como para conservar a integridade do papel. Raspava e reunia os pedaços negros. Aquecia então água com o vagar próprio da vertigem. Uma estranha ciência de vapores. A infusão sucedia: a escura substância do poema misturava-se mais e mais com o fervor da água, até ao ponto em que tudo aquilo era vivo. O homem bebia então o poema e o poema flutuava no sangue, atingindo todos os lugares do corpo, reclamando todos os lugares do corpo. Não era previsível o efeito do poema. Cada poema dissolvido, sorvido, feito homem, trazia consigo uma possibilidade própria. O homem crescia com o poema, crescia mais para si, mais para o poema. O homem que possuía livros de poemas, possuía uma biblioteca em branco. Páginas e páginas de poemas arrancados sem vestígios, um crime perfeito. Era uma biblioteca poética. Uma biblioteca que podia arder.

In: "Omertà" Vasco Gato (2007)

Outro que vendeu a Alma...



Tenho uma história para vos contar, que tem muito de fantástica. Nesta história entra o Diabo, criatura odiada por todos vocês, mortais. Sempre dispostos a acreditar em Deus, e muito raramente no Diabo. Por isso se os senhores quiserem acreditem. Eu cá não tenho crenças nem certezas, nem fé. A crença e a fé, guardem-nas. Deixo que as certezas fiquem com os antropologistas, sociólogos, psicólogos e psicanalistas, etnólogos, políticos e outros tolos...
- Certa manhã estava eu a pensar na minha vida. Um aborrecimento mortal. Um tédio imenso. Diante do espectáculo do mundo, eu não reagia. Sentia-me vazio. A morte não me servia e a vida não me agradava. Queria outra vida, pensei então no Diabo.
- Nisto bateram-me à porta - Abri.
- Quem era ?
- O Diabo.
- Entrou sem cerimónia, deu umas voltas pela sala, sentou-se e perguntou: "Que queres de mim ?"

( Como gosto de vocês, e por não vos querer assustados, não vou prosseguir com esta história, prefiro que mantenham as vossas mentes, sãs e puras...)
Obrigado, até mais logo...

Distinção Dupla


Obrigado pela distinção companheiros Peciscas e Luna !
Gostei muito da qualidade acrescentada às normas pelo Peciscas: "a coragem de ter opinião e estilo próprio"

maio 24, 2007

Todas as noites...


- Todas as noites, à mesma hora, na mesma estação. Eu sentado na ponta do banco junto à paragem, e tu na outra ponta. Não nos conhecemos. Não nos falamos. Casualmente trocamos o olhar, um olhar muito breve, apenas para para nos certificarmos de que o outro está ali, sentado, na ponta do banco junto à paragem, à mesma hora de todas as noites. Dirás: “preciso de te saber ali” eu direi: “precisamos de nos saber ali”. Aguardamos o mesmo Metro. Procuras sempre a primeira carruagem, sentas-te na segunda fila do lado esquerdo junto à janela. Já reparaste que procuro sempre a primeira carruagem, e que me sento sempre na segunda fila do lado direito junto à janela ? Acredito que sim. Gosto de pensar que sim. Ambos os bancos sempre livres, como se estivessem reservados para nós, engraçado. Seguimos viagem. Sabias que de tanto te olhar aprendi o teu rosto ? Terás aprendido o meu ?
- A tua estação chega sempre mais cedo, eu prossigo mais 12 paragens até chegar ao meu destino, mas isso tu não sabes ! Sempre que sais deves ficar a pensar qual será a minha estação. Um dia se te deixares ir até ao fim da linha, ficarás a saber.
- Sentado na ponta do banco junto à paragem, à mesma hora de todas as noites, na mesma estação, e tu, há dez noites que não apareces, sim, são dez. Eu a procurar-te na outra ponta do banco, e a não te ver, eu à espera do (nosso) Metro, sozinho, eu a entrar na (nossa) primeira carruagem, a sentar-me no sítio de sempre, a olhar para o teu banco desocupado onde todas as noites aprendi um pouco do teu rosto, eu a olhar a estação em que sais sempre, e tu sem sair porque não estás, e eu a dizer-te sem que ouças (como sempre) “Até amanhã” e eu, mais 12 paragens.
- Amanhã e sempre, procurar-te-ei na ponta do banco junto à paragem, até que o Metro chegue...

maio 22, 2007

O Relógio


-Ainda na sala perdura o relógio de parede com o seu bater cardíaco bem característico, com as badaladas vibrantes a anunciar as horas com mais de um século. Os ponteiros em forma de seta continuam a percorrer os grandes números, sempre, sem parar. Com a chave dupla volto a dar corda ao mecanismo, e aos ponteiros, para que não pare de : tic-tac tic-tac tic-tac (o ponteiro dos minutos marcava 7, antes de se partir) . Não adianta dar corda ao mecanismo dos humanos que já pararam, não funciona. Que tempo marcariam os ponteiros quando o dono se foi ? Gosto de pensar que foi a esta hora, com estes minutos precisos. Foi assim que o encontrei, numa rua, abandonado. Nunca soube se o dono foi também assim abandonado, em vida, ou mesmo depois dela...

Apeteceu-me...


Outra viagem...



Estou aqui sentado à espera, que as palavras venham ter comigo, antes que eu chegue à última paragem. Às vezes aparecem de repente ainda estou eu de pé, outra vezes só me visitam no fim da viagem, quando já farto de estar sentado, à espera. Quando assim acontece já é tarde. Tenho apenas uma hora, que é o tempo do trajecto, para alinhar as letras, formar palavras, e dar-lhes sentido como frases. Mas nada vem, ainda ! Começo a ver letras fáceis de dizer, a bailar no tecto da carruagem, como rimas perdidas num sotão qualquer. Continuam naquele bailado desorganizado sem me darem atenção. Sinto que têm alguma coisa para me mostrar, uma palavra, uma frase...mas não hoje. A viagem chega ao fim.
Amanhã tentarei de novo...

maio 21, 2007

Pergunta do Dia

Mais uma corrente...

Aqui fica a resposta ao desafio da Amla , para completar as palavras:

Quero: o repetir do teu mostrar
Tenho: de fazer algo de útil...
Acho: que se perde muito tempo a falar
Odeio: Nada ! Não gosto é de muitas merdas !
Sinto: que o tempo é curto...
Cheiro: o da manhã
Imploro: Nada
Procuro: Nada
Arrependo-me: Sim...
Amo: Abraços apertados e demorados.
Sinto dor: sempre que bato com a cabeça
Sinto a falta: de sentir...
Importo-me: que não me importe
Sempre: Não. Às vezes.
Não fico: nem quero !
Acredito: que o Mundo está uma cagada
Danço: mas não tenho jeito
Canto:comigo
Choro: claro que sim ! (sabe bem )
falho: ainda...
Luto: Nada. Mas gosto da côr preta
Escrevo: mas ninguém percebe !!!
Perco: todas as semanas no Euro Milhões !
Confundo-me: Não. Confundem-me !
Estou: Trengo
Deveria: já disse lá em cima (ter mais tempo)
Sou: Isto...e pouco mais !
Não gosto: Que o Porto tenha sido Cãopiao !

Passo esta corrente aos primeiros cinco leitores que não comentarem !

maio 20, 2007

OFERTA


Photo by: Toze

Por vezes,
[Penso],
Imagino-me desabrigado de mim.
Por vezes,
[Repito-me tanto,
Dirás],
Dispo-me de palavras
E venho até aqui.
Soberbo esta espécie de quarto onde estou,
Que tem uma varanda virada para aquela passagem
Que me leva a olhar os silêncios que colecciono.
Soberbo sentir
[pensar-te]
A imaginar coisas tontas
Impossíveis
Ou não,
[que sou louco,
[pensarás,
[e, serei],
Pouco importa.
Importa
Que te sei perto,
[o bastante]
Para te ver
Daqui a nada,
Quando te imaginares desabrigada de ti,
Te despires de palavras
E vieres até aqui,
Para escolher dos meus silêncios,
Um,
Ver-te guardá-lo,
Enquanto imaginas coisas tontas,
Impossíveis,
Ou não
[pensarei,
que és louca,
e, serás]
Pouco te importará.
Importa sim,
Que por vezes,
[pensamos]
Partilharmos silêncios,
Imaginarmos coisas tolas,
Faz de nós loucos,
[e seremos]
Mas,
[temos a certeza]
Que estamos juntos,
Que nos partilhamos,
Que habitamos muitas vezes no mesmo lugar,
Pois que me viste,
Há pouco,
A guardar da colecção dos teus silêncios,
Um,
A guardá-lo,
Enquanto imaginava coisas tolas,
Impossíveis,
Ou não…
Aqui,
Nesta varanda,
Em frente ao mar…
Por vezes,
Deliciamo-nos com tão pouco
Mas que é tanto,
Dás-te conta?

Obrigado Cristalina

maio 19, 2007

Dia Internacional do Combate à Obesidade

Abaixo de 18,5 - estás abaixo do peso ideal (magreza)
Entre 18,5 e 24,9 - estás com o peso normal
Entre 25,0 e 29,9 - estás acima do teu peso (Pré-Obesidade)
Entre 30,0 e 34,9 - Obesidade grau I (Alto)
Entre 35,0 e 39,9 - Obesidade grau II (Muito Alto)
40,0 e acima - Obesidade grau III ("Mórbida")

Calcula Aqui o teu IMC.
Peso: Kg
Altura: m

Não te trates não !

Partilha...

Continuo a somar silêncios.
Qualquer dia mostro-te a minha colecção.

Apeteceu-me...

maio 18, 2007

1 Ano mais velho...

Sirvam-se

Mas não abusem na dose...

Obrigado

Até amanhã...

maio 16, 2007

Corrente do "Meme"


Duas queridas estimadas criaturas dasafiaram-me, e depois de ter dito que não aceitava, acabei por reconsiderar. Porquê ? Porque sim.

Não me agarro às frases dos outros (que tão bem escrevem e me maravilham) , porque são como o vento, valem o que valem...que é igual a Nada. Aliás valem apenas no momento, (Tudo) , tal como o tempo, que é presente por instantes para logo ser passado, e o passado e do que dele fica é, Nada. Prefiro o eterno-vazio, porque sei o que dele posso esperar...Nada !

Desta forma aqui fica o meu “Meme” : Nada
“Nada” É a minha palavra , a minha frase, o meu texto.

Perceberam ? ( É perfeitamente natural que não percebam, e ainda bem, o importante é que eu perceba. Nem tudo é para se perceber. Não se incomodem )

Poderia estar aqui horas a falar do meu "Nada" , mas é sabido que os meus caríssimos leitores não apreciam posts com muitas letras, por isso, respeitosamente vou-me calar. Mas não sem antes fazer um pedido :

Dizes-me a cor do teu “Nada” ?

Gabriela Cravo e Canela...


Ou como dizia o meu irmão "Mãe, quero ver a Grabiela"

Prato do dia


Rolo de Vitela c/ Azeitonas e Mozarela no forno e molho de Cogumelos e Natas
(Sim, é minha a receita)
Bom Apetite !

Conversas no Metro

Às tantas diz uma amiga para a outra :
"Levas-me a coisa pra casa, e comes, estás à vontadinha, não te preocupes"

( O contexto não sei. Mas gostei ! )

Mo

Muito gostas de te enfiar no..."privado"

Art Toilet



maio 15, 2007

Apeteceu-me...

Cada vez mais aqui...

Também eu queria parar...
chorar... cair...
p'ra me levantar, p'ra te puxar!
Te fazer sorrir, não voltar a cair!...

Passa-se alguma coisa...

Alguém me está a aborrecer. Acho que sou eu !

maio 14, 2007

Piropo a uma anorética :

“O que mais admiro em ti, é a tua estrutura óssea”

IMAGINARIUS 2007

17 A 19 de Maio
Santa Maria da Feira

Festival Internacional de Teatro de Rua

Os dias

Nada mexe, nada muda, tudo se arrasta (...)

Movie do Dia

Boa semana de Trabalho !

maio 13, 2007

Falhar..

"Primeiro o corpo. Não. Primeiro o lugar. Não. Primeiro ambos. Ora um deles. Ora o outro. Até fartar de um deles e tentar o outro. Até fartar também deste e fartar outra vez de um deles. Assim em diante. Dalgum modo em diante. Até fartar de ambos. Vomitar e partir. Para onde nem um nem outro. Até fartar desse lugar. Vomitar e voltar. Outra vez o corpo. Onde nenhum. Outra vez o lugar. Onde nenhum. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Melhor outra vez. Ou melhor pior. Falhar pior outra vez. Ainda pior outra vez. Até fartar de vez. Vomitar de vez. Partir de vez. Onde nem um nem outro de vez. De vez e tudo."

In: Últimos trabalhos de Samuel Beckett

Cumplicidade

maio 12, 2007

MP4


Estão a ver ali aquele mais bonito , o preto claro ! Foi a prenda que eu dei a mim, ah pois. Agora vou ali encher esta coisa de músicas fotos vídeos, etc...
Já agora: sabem onde posso gamar uns vídeos do musical Cats ?
Até já...

maio 11, 2007

Bom Fim de semana...

Se não fores de fim de semana como eu, então vai até ali, e aceita o...Desafio !

Até amanhã

maio 10, 2007

Conversas

"Não podemos conversar mais os dois um com o outro", disse o senhor K a um homem. "Porquê ?" perguntou ele, aflito. "Na sua presença não me sai nada que senso tenha", queixou-se o senhor K. "Mas eu por mim não me importo", consolou-o o outro. "Isso sei eu", disse o senhor K, exasperado, "Mas importo-me eu".

In: Histórias do senhor Keuner de Bertolt Brecht

Espelho com defeito

Reparei que só tinha um olho a meio da testa !

maio 09, 2007

A coisa...

Tenho uma coisa para dizer. Mesmo que não percebam não interessa, porque não é por isso que vou ou não deixar de dizê-la, é por pura necessidade de querer deitar cá para fora, aquilo que quero que seja dito (coisas minhas, muito minhas...) . Muito do que vou dizer, pode ser, e possívelmente será imcompreensível. Há coisas que não são para se perceberem, esta é uma delas, mas a culpa é minha. A culpa é exclusivamente minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Serei muito claro, e o mais breve possível. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. Mas pensando melhor...

É favor não incomodar...


maio 08, 2007

Aviso:

O conteúdo deste Post foi retirado por motivos pessoais !

Dúvida do Ministério da Soltura:

Não comentam por causa do cheiro, ou...por algo mais ?

Post: Profissão injusta

Peciscas said...

Ó Finúrias, essa é uma questão eminentemente social, de complexa análise.
Depende dos contextos. Se for naqueles países tipo Eritreia ou Sudão, o problema nem se põe porque ali, como não se come, não se caga. Mas se fôr para os lados "da linha do Estoril", as tias não dirão que comem, mas sim que "degustam". E, cagar, nem pensar, dirão que "expulsam os subprodutos". Quanto a nós, comuns mortais, tanto somos o que comemos como o que cagamos, pois os médicos passam a vida a questionar-nos sobre essas duas matérias e raramente chegam a uma conclusão definitiva. Mas, é preciso não esquecer que há por aí muitos figurões que se estão a cagar para nós...

Hoje matar-te-ei !

Hoje matar-te-ei! Até já comprei o corpete roxo debruado a lilás com cinto de ligas a condizer para sobressaírem as mamas e espetar de sobremaneira o rabo de propósito para esta ocasião.

No filme das memórias mais do que os orgasmos que me provocaste pesa a tua continuada indiferença como se me apagasses do teu campo de visão. Nos meus passos para flutuar já segui para uma depilação integral, uma esfoliação do rosto e até fui ao doutor da cabeça que me estica os cabelos como quem doba seda. Mimos!

Quando hoje me encontrar com aquele gajo que anda com o pito aos saltos para me pranchar, farei dele as tábuas do teu caixão. Portátilzinha como sou, cada introdução dele será uma limpeza anti-vírus ao meu sistema e depois cumpro em mim aquela regra básica de resolução de problemas em informática: sair e voltar a entrar.

Resposta ao Desafio por: Maria Árvore

maio 07, 2007

Amigos para sempre...

Ela - Não entendo como continuamos tão Amigos, mesmo estando eu casada e tu não, e continuar-mos a...percebes ?

Eu - Sexo não tem que significar ruptura de amizade. O segredo está em não nos deixarmos envolver !

Ela - Vamos ?

Sejam Amigos para sempre...

Hoje matar-te-ei

Sinto-me seca de pensar sempre e para sempre no torvelinho de imagens que me projectas, que te projectei em danças enroladas nos corpos suados descompassados, corredor que nunca acaba em portas que não me permito abrir, e tu logo ali na janela a ver-o-mar.
E eu olho-te e só vejo o sol a derreter-me a tinta do cabelo.
Sendo assim, hoje matar-te-ei dentro de mim.

“Cadáver de sexo feminino caucasiano, encontrado por pescador no fundo da falésia, em estado avançado de decomposição. Causa de morte, múltiplas fracturas e esmagamento de impacto.

Suicídio?”

Resposta ao Desafio por: j.p

Já compraste o teu ?

maio 06, 2007

Se eu fosse...

A Sô Dona Fatylyly desafiou-me, portantos cá vai :

Se eu fosse...
Se eu fosse uma hora do dia, seria ...qualquer hora da madrugada
Se eu fosse um astro, seria...Íxion
Se eu fosse uma direcção, seria...a direcção que ficou para trás
Se eu fosse um móvel, seria ...uma estante (cheia de livros)
Se eu fosse um liquido, seria... Café
Se eu fosse um pecado, seria ...cobiça (a mulher do meu vizinho)
Se eu fosse uma pedra, seria ... Crisoprásio
Se eu fosse uma árvore, seria ...Salix babylonica (Chourão)
Se eu fosse uma fruta, seria ... Cassis (groselha preta)
Se eu fosse uma flor, seria ... centáurea da montanha
Se eu fosse um clima, seria ...frio
Se eu fosse um instrumento musical, seria ...o Tímpano
Se eu fosse um elemento, seria ...água ( chuva)
Se eu fosse uma cor, seria ... o preto
Se eu fosse um animal, seria ...camelo (já só falta a bossa)
Se eu fosse um som, seria ...o som do silêncio
Se eu fosse música, seria ...In Existence
Se eu fosse estilo musical, seria...Blues / Gospel
Se eu fosse um sentimento, seria ... um misto de todos...
Se eu fosse um livro, seria ...Cão como nós (Manuel Alegre)
Se eu fosse uma comida, seria ...salada
Se eu fosse um lugar, seria ... o pico de uma montanha
Se eu fosse um gosto, seria ...amargo
Se eu fosse um cheiro, seria ... cheiro a café quente
Se eu fosse uma palavra, seria ...Olá
Se eu fosse um verbo, seria ...Olhar
Se eu fosse um objecto, seria ... caneta
Se eu fosse peça de roupa, seria ...cachecol
Se eu fosse parte do corpo, seria ...olhos
Se eu fosse expressão facial, seria ...expressão parva
Se eu fosse personagem de desenho animado, seria ... Calvin
Se eu fosse filme, seria ... Cyrano de Bergerac
Se eu fosse forma, seria ... disforme
Se eu fosse número, seria ... O
Se eu fosse estação, seria ... Inverno
Se eu fosse uma frase, seria ... " Quem nasce torto nunca se endireita "

Agora parece que tenho de passar este desafio a 5 leitores, então seja, aos primeiros 5 a comentarem !

maio 05, 2007

Desejamos um bom fim de semana

Pergunta do Dia

Vinum bonum loetificat cor hominis ?

Hoje matar-te-ei (mesmo se já "morreram" os suficientes)

-Matar deve ser, mais coisa menos coisa, como morrer. No final de contas, perde-se uma vida, de quem pouco importa, eu acho. Quem mata padece do desejo de dizer um adeus permanente. Quem morre, permanentemente se está despedindo. E eu aqui pensando-nos numa daquelas arenas romanas, cada um tentando ferir o outro com o olhar até que um de nós caísse por terra. Eu brandindo um gládio feito de raiva contida, agitando-o até quebrar tudo em meu redor, até, violentamente, desapareceres da minha ideia. Ainda ontem te amei...
-Fiz o quê?
-Tive-te a jeito, rodei-te a cintura, encostei-te e prendi-te as costas no meu peito, apreciei a fragilidade do teu pescoço, e apreciei que o teu pescoço fosse frágil.
Ontem mesmo te amei como te tenho vindo a amar, faço como se fosses o mundo inteiro e atiro-me, feito em napalm. De noite tu dormes. . .eu choro, à velocidade de renovação das lágrimas.
O que importa aqui é que um de nós morra, à revelia da minha covardia, é este o princípio do nosso eterno renascimento. Quero propôr-to, descaradamente, quero contar-te esta minha lucidez, em vez de deixar uma tímida mensagem no teu gravador – "Hoje matar-te-ei". Prepara-te, porque levarei esta minha loucura até à última instância. Entrego-lhe o meu destino, entrego-lhe o teu.
-É assim o jogo dos insanos. Perdoa este aviso de quem te ama.

Resposta ao Desafio por: SilentFreak

maio 04, 2007

Leituras

Uma Família Feliz

"As famílias separam-se cada vez mais, porque não podem viver juntas. Tenho para mim que o homem, como a mulher, não nasceu para viver em grupo. Uma casa de banho, por exemplo, jamais se deveria partilhar. Não dá jeito. É embaraçoso. Faz prisão de ventre. Defecar (fazer cocó) é um direito básico, a cujas sequelas atmosféricas ninguém deveria estar sujeito. Sobretudo em casas de banho interiores. Se se quer conservar a família, é preciso mantê-la afastada. Mesmo contra a vontade."

In: "Último Volume" Miguel Esteves Cardoso

Ute Lemper

Hoje na Casa da Música, a partir das 22 horas

Fico à vossa espera...
até logo !