Por Favor Não Incomodar

(George Carlin 1937 - 2008)
Foi com a seguinte mensagem de uma querida amiga que fiquei a saber da morte de George Carlin : "Estou triste. Morreu George Carlin. Podia morrer o Sócrates ou o Ministro das Finanças. Agora um, Comediante...Não ! "
Tem um tempo que passa, e um tempo que não passa.
A 2ª parte do salto para cima é descer, mas a 2ª parte do salto para baixo não é subir - pensava o senhor Juarrez. Se do chão saltares para cima ao chão voltarás, mas se de um 30º andar saltares para baixo é provável que não voltes a subir ao 30º andar. De qualquer maneira, o senhor Juarrez, por preguiça, usava sempre o elevador.
Costas direitas. Não te esqueças. Costas direitas. Direita. Esquerda. Sobe. Sobe. Sobe. Direita. Esquerda. Cuidado. Não olhes para baixo. Não olhes! Não, não olhes. Respira. Mais um degrau. Vá. Depressa. Costas direitas. Cabeça erguida. Vá. Olha em frente. Respira bem. Não olhes para baixo. Sobe. Sobe. Mãos abertas. Não te agarres a nada. Vá. Sobe. Sobe. Sobe. Costas direitas. Um degrau de cada vez. Sobe. Sobe. Sobe. Mãos. Respira. Não olhes para baixo. Não olhes. Não podes voltar para trás. Em frente. Para cima. Sobe. Sobe. Sobe. Depressa. Respira. Direita. Esquerda. Direita. Costas direitas. Esquerda. Não pares. Sobe. Sobe. Sobe. Depressa. Sobe. Respira. Não olhes. Sobe. Direita. Respira. Sobe. Esquerda. Não. Olhes. Não. Direita. Pares. Não. Esquerda. Não. Olhes. Sobe. Sobe. Sobe.
Eu sou o GATO. Simplesmente o GATO.
Fácil ficar escondida tipo gato de rabo de fora, ou o tigre que ruge mesmo de barriga cheia. Fácil ter e defender uma opinião. Fácil ser tinhosa muitas vezes e bombástica em alguns dias. Fácil também, se estiver para ai virada e tiver os fósforos à mão, deitar fogo e ficar a ver o circo a arder. Fácil – cada vez mais – não deixar que as tendências pirómanas tomem o melhor de mim. Fácil verter o fel que, por vezes, me envenena o dia, passando a vilã pelos minutos que levam a compor um post. E fácil, naqueles dias que me correm bem, vir para aqui distribuir abraços e beijinhos e contar histórias do coração. Fácil vir. Fácil permanecer. Fácil saber que há sempre a hipótese de regresso, mesmo quando penso que o espectáculo já acabou. Fácil ficar no meu canto. Fácil manter algum recato. Fácil ainda rir. Fácil saber que sei ir à guerra, mas recuso pegar em armas só porque sim. Fácil manter leituras, como foi fácil deixar de ler tantos e lamentar por outros que já não posso ler. Fácil vir só ao fim da tarde. Fácil nem lembrar durante o dia. Fácil saber-vos por cá comigo.Voz Toze
Ameaçava! E a primeira gota de chuva fez-se chegar ao ritmo do nosso primeiro beijo. Deixámos que a doçura da água nos cobrisse, que o silêncio da noite que chegava se tornasse porto de abrigo. Abraçados desde o nosso refúgio, esperámos a chuva passar, observámos como as nuvens se afastavam para outro lugar. Pareceu mágico, como se aquela água tivesse vindo apenas para abençoar um beijo e torná-lo eterno. Entreolhámo-nos como se os nossos pensamentos cruzados tivessem sido um só, e sorrimos. No céu brilhava agora, na nossa direcção, a mais bela estrela. É a nossa! - Disseste-me subitamente. - Quando estivermos distantes ela brilhará para ti. Saberás nesse momento que penso em ti. E dar-te-á todas as noites aquele beijo especial, que te fará sentir que apesar de longe és parte de mim. Hoje, à semelhança daquele dia as nuvens cobrem o céu, ameaçam uma chuva intensa...e tu não estás! Mas estou tranquila, sei que apesar de tudo a nossa estrela existe, e por entre as nuvens encontrará uma forma de me entregar o beijo que de longe me mandas e me faz sentir-te tão perto.
Tudo em ti é luz.
… e depois ele começou a contar-me aquelas histórias de príncipes e princesas e de palácios e castelos, de um pai rico e mercador, das relações com a corte, da amizade feita em criança com os meninos (os príncipes é claro), falou-me até do futuro…
Tinham-lhe dito que aquele lugar estava cheia de fantasmas. Não acreditava. Nunca tinha acreditado nessa possibilidade. Enquanto criança, achava engraçado conseguir provocar o terror nos amigos e amigas quando dizia que queria ir até lá ver os fantasmas. Nunca ninguém quis.
- Onde vais?
A D. Arlete é visita quase diária. No nosso serviço e, como sabemos por ser uma figura já familiar, num banco do jardim que fica em frente, a alimentar os patos do lago. Só falta (a uma e a outra obrigação) quando tem que ir aos tratamentos ou quando afazeres extraordinários a impedem de aparecer. Poderia dizer-se que vem para reclamar, não fora o facto da D. Arlete se dirigir sempre aos outros com a mesma aspereza duma borboleta ao pousar num malmequer. Como se adivinhasse, nas almas alheias, uma fragilidade igual à sua.
She looks like the real thing