Aproveitem este Sol, enquanto dura...
...e bom fim de semana !
outubro 27, 2006
Leituras
"Na confusão do mundo, um rapaz sobe a rua. O Interior é igual em toda a parte.
Mas hoje vai mudar. Ele traz um segredo terrível no bolso do kispo.
Faz calor na província dos suicidas. Dá vontade de rir: uma cidade em que até o coveiro se mata... São estatísticas, tudo em números. Na Internet, há sexo e doidos japoneses e americanos para conversar em directo. No campo, granadas e ervas venenosas.
No prédio, um jovem assassino toca órgão.
O space-shuttle leva cortiça do Alentejo para o Espaço.
O Bispo viu o maior massacre da guerra de África e calou-se.
Mas hoje vai responder. Os factos verdadeiros são os piores.
O amor do rapaz rebentou.
Que responsabilidades temos quando nada fizemos?
Em que fado parámos, onde fica Portugal?"
In: (contra capa) E se eu gostasse muito de morrer, de Rui Cardoso Martins
"Na confusão do mundo, um rapaz sobe a rua. O Interior é igual em toda a parte.
Mas hoje vai mudar. Ele traz um segredo terrível no bolso do kispo.
Faz calor na província dos suicidas. Dá vontade de rir: uma cidade em que até o coveiro se mata... São estatísticas, tudo em números. Na Internet, há sexo e doidos japoneses e americanos para conversar em directo. No campo, granadas e ervas venenosas.
No prédio, um jovem assassino toca órgão.
O space-shuttle leva cortiça do Alentejo para o Espaço.
O Bispo viu o maior massacre da guerra de África e calou-se.
Mas hoje vai responder. Os factos verdadeiros são os piores.
O amor do rapaz rebentou.
Que responsabilidades temos quando nada fizemos?
Em que fado parámos, onde fica Portugal?"
In: (contra capa) E se eu gostasse muito de morrer, de Rui Cardoso Martins
Dos Poemas da minha vida...
Se Eu Morrer Novo
Se eu morrer novo, Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força.
Nada o pode impedir.
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva —
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.
(Alberto caeiro)
Se Eu Morrer Novo
Se eu morrer novo, Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força.
Nada o pode impedir.
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva —
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.
(Alberto caeiro)
outubro 25, 2006
outubro 23, 2006
Tenham uma Boa Semana e...
Uma vida cheia de...CARALHOS !
(Não sejam perversos, leiam até ao fim!)
C AIPIRINHAS (muitas, e geladinhas)
A MIGOS (daqueles mesmo mesmo bons)
R ISOS (até doer os maxilares)
A BRAÇOS (apertados e sentidos)
L INKS (pois claro...e lagostas)
H UMILDADE (o que falta a muito boa gente)
O RGASMOS (gozar a vida como um orgasmo...todos s dias)
S EXO (serpentinas e sexo, saúde, sucesso e...sexo)
E muitos, muitos ...€
Até mais...
outubro 20, 2006
Dúvida Existencial
um gajo que chega com a pila ao olho do coiso...
é autosuficiente ou é paneleiro?
Respondam a esta dúvida existencial, desta Senhora
(este post foi aprovado pela Provedora deste espaço)
O surgimento da dúvida:
Estava o avô com o neto a pescar num lago, quando o avô acende um cigarro.
Miúdo: Oh avô, dá-me um cigarro.
Ao que o avô responde: Já chegas com a pila ao olho do cú?
"Não" diz o miúdo."Então cala-te" diz o avô.
Passado um bocado o avô abre uma cerveja.
Diz o miúdo: Oh avô, dá-me um bocadinho.
Já chegas com a pila ao olho do cú? Pergunta novamente o avô.
Miúdo: Já disse que não.
Avô: Então tá caladinho porque não vais beber nada...
Passado um tempo, o miúdo tira um pacote de bolachasda mochila e começa a comê-las.
Avô: Dá uma bolacha ao avô
Miúdo: Já chegas com a pila ao olho do cú?
Avô: Sim.
Miúdo: Então vai-te foder porque as bolachas são minhas !
outubro 18, 2006
outubro 17, 2006
Atenção:
O Post anterior foi reprovado pela Provedora deste espaço, é favor não comentar nem carregar no respectivo Link vadalhoco !
Obrigado
O Post anterior foi reprovado pela Provedora deste espaço, é favor não comentar nem carregar no respectivo Link vadalhoco !
Obrigado
outubro 16, 2006
outubro 14, 2006
outubro 13, 2006
outubro 10, 2006
Fronteiras Perdidas
Assim começa o excelente texto:
"Ao meu pai roubaram-lhe as mãos. Nunca me disse como. Disse-me : um dia fui dormir, filho, havia a guerra. Quando acordei alguém me tinha levado as mãos. Penso nisso ao lavar-lhe os dentes, e depois os pés, e quando, a seguir, o ajudo a vestir-se. Também penso nisso enquanto, de joelhos, lhe calço os sapatos e lhe aperto o laço dos atacadores. penso nisso enquanto lhe dou de comer. À noite tenho de o descalçar, e de o despir, e também penso nisso..."
José Eduardo Agualusa in: Pública (8 de Outubro)
(Num centro de acolhimento para amputados, nos arredores de de Freetown, Serra Leoa, um menino de sete anos, Abu, ajuda o pai, Abu Bakar Kargbo, a vestir a camisa, Abu Bakar perdeu as duas mãos, há sete anos, num ataque da FUR. A imagem, da autoria do fotógrafo grego Yannis Kontos, pode ser vista até ao próximo dia 22 de outubro na mostra do World Press Photo, no CCB.
Assim começa o excelente texto:
"Ao meu pai roubaram-lhe as mãos. Nunca me disse como. Disse-me : um dia fui dormir, filho, havia a guerra. Quando acordei alguém me tinha levado as mãos. Penso nisso ao lavar-lhe os dentes, e depois os pés, e quando, a seguir, o ajudo a vestir-se. Também penso nisso enquanto, de joelhos, lhe calço os sapatos e lhe aperto o laço dos atacadores. penso nisso enquanto lhe dou de comer. À noite tenho de o descalçar, e de o despir, e também penso nisso..."
José Eduardo Agualusa in: Pública (8 de Outubro)
(Num centro de acolhimento para amputados, nos arredores de de Freetown, Serra Leoa, um menino de sete anos, Abu, ajuda o pai, Abu Bakar Kargbo, a vestir a camisa, Abu Bakar perdeu as duas mãos, há sete anos, num ataque da FUR. A imagem, da autoria do fotógrafo grego Yannis Kontos, pode ser vista até ao próximo dia 22 de outubro na mostra do World Press Photo, no CCB.
AMOR MORTE... AMOR-TE
OLHAR A MORTE DE FRENTE
Exposição a ser vista no Museu da Água até ao próximo dia 28
OLHAR A MORTE DE FRENTE
Exposição a ser vista no Museu da Água até ao próximo dia 28
outubro 07, 2006
outubro 05, 2006
outubro 04, 2006
Subscrever:
Mensagens (Atom)

