Todas as formas que a saudade veste, os retalhos da vida que ela vai buscar, os gestos, os medos, chegam até mim, como se os arrancasse à tela. Passei de lado, atrás das colunas, adivinhando algo que me trouxesse o eco da tua morte. Mas depois um esgar. E era um espelho. Os degraus que subi, um a um, eram já uma ponte. Ouvi água correr em todas as direcções. E talvez a tua voz.Estou diante da tela. E então sei que por um momento, por um prolongado momento, os teus sentidos se amotinaram, quebraram a pedra que te deu consistência e norte e que, afastado o negrume, libertaste gota a gota a pele que cheirei e toquei. Respiro-te e naquele canto onde pintaste a mancha castanha, há um odor a café e torradas pela manhã. Ali, à direita, os traços cruzam-se e suas raiva e trabalho. Mas aqui, frente ao meu peito, sabes a sexo e sussuros. Voltei-me. Marca-me sempre a audácia que nunca tive. para rasgar-te todo.
janeiro 18, 2007
Todas as formas que a saudade veste, os retalhos da vida que ela vai buscar, os gestos, os medos, chegam até mim, como se os arrancasse à tela. Passei de lado, atrás das colunas, adivinhando algo que me trouxesse o eco da tua morte. Mas depois um esgar. E era um espelho. Os degraus que subi, um a um, eram já uma ponte. Ouvi água correr em todas as direcções. E talvez a tua voz.Estou diante da tela. E então sei que por um momento, por um prolongado momento, os teus sentidos se amotinaram, quebraram a pedra que te deu consistência e norte e que, afastado o negrume, libertaste gota a gota a pele que cheirei e toquei. Respiro-te e naquele canto onde pintaste a mancha castanha, há um odor a café e torradas pela manhã. Ali, à direita, os traços cruzam-se e suas raiva e trabalho. Mas aqui, frente ao meu peito, sabes a sexo e sussuros. Voltei-me. Marca-me sempre a audácia que nunca tive. para rasgar-te todo.
Sempre que vou ter contigo, a água fria nos meus pés, apura-me os sentidos para aquilo que és para mim. Grito a plenos pulmões e a minha voz provoca um eco que se prolonga até ao infinito. Se me disseres que a minha pele é macia e que os meus gestos são quentes então poderei dizer que és o meu Norte e é para lá que viajarei. Quando lá chegar terei a audácia de recolher os retalhos de fotografias nos degraus que me levarão a ti? Daqui, todas asformas que são familiares ficam distorcidas perante o espelho da minha vida. Prefiro, por agora, atirar uma pedra à tela onde o negrume dos teus olhos são a morte para os meus dias. Para quê discutir o sexo dos anjos quando oque preciso é de um café para acordar deste sonho?
Nos DEGRAUS permanecia uma ÁGUA fria que em baixo se resolvia em charco, um ESPELHO gelado sem SEXO nem magia. Uma cor baça, de MORTE, marcara-lhe na PELE o ECO dos RETALHOS de AUDÁCIA que agora, pintados na TELA de uma alegria dissipada pelo NEGRUME da memória de outros encontros, mais pareciam espectros de outra história e ali, naquele CAFÉ frio, o sabor azedo da pergunta, feita de GESTOS sem fundo, de medo, fez-lhe finalmente perder o NORTE; e a VOZ com que apelava à VIDA, fingida PEDRA de toque, em muitos SENTIDOS foi voz de despedida.
Por: Pirata-vermelho
janeiro 17, 2007
Se desse voz às formas que me assomam os sentidos, se lhes tirasse o negrume e deixasse apenas a pele aos gestos descarnados, quem sabe a tela se encheria de uma nova claridade invadida por ecos de audácia. Permaneço no entanto, na margem desta água provisória e sinto nunca ter tocado a alma das coisas; fico-me aqui acariciando esta pedra e tentando adivinhar-lhe o sexo, por entre as nervuras da pele retalhada, como um cego usando todos os sentidos. E quanto mais luz existe, mais cega me sinto frente a este espelho sem vida, que sinto como uma morte sem janelas. Acocoro-me por entre as luzes e busco um sono profundo que nenhum café conseguirá acordar; enterro-me mais ainda no lodo e deixo-me desaparecer lentamente, vou pensando devagar que afinal, talvez a paz seja possível...
Qualquer coisa me aguçou os sentidos, uma pedra? Parece ter vida, como se uma voz saísse dela. Virei-me para Norte, fiz gestos às pessoas que estavam no café mas aparentemente ninguém me viu, talvez pelo negrume da noite que começava. Parecia uma tela de Chagal, havia ali qualquer coisa de belo e desconcertante. Teria eu a audácia de tentar juntar os retalhos ou, se tentasse, ficaria apenas o registo de um eco, muito aquém daquela estranheza sentida na pele. A pedra parecia encerrar tudo sobrre a vida e a morte, sobre as relações, sobre o sexo, sobre o sofrimento e a estética, era como um espelho em que se pode rever cada pensamento. Estremeci ao ver-me, transparente como a água, ali, no meio do nada! Quando acordei percebi que tinha adormecido ali nos degraus . Quisera eu saber as formas dos sonhos!
Perdi-me, doidamente, naquele corpo de angulosas formas. Na sua boca meu norte, no seu peito meu centro, no seu sexo meu equilíbrio. A audácia com que em mim se roçava , despertando desejos infinitos, espicaçando os meus sentidos, beijando minha pele. Se pudesse ter pintado numa tela os retalhos de uma vida que corria rápida como água através de degraus de pedra, teria gravado da sua voz o eco , da sua boca o sabor, das sua mãos os gestos, do seu corpo os cambiantes, dos seus gostos o café. Frente ao espelho, desvairada, olho-me a ver se encontro na face o negrume que me vai na alma. A morte arrebatou-mo. Já nada mais quero.
(Dado que a Lingua Portuguesa é feita de provérbios, resolvi aceitar o desafio do Ministério da Soltura e deixo-vos alguns exemplos da nossa rica Língua ... )
"Em política, uns são alpinistas, outros DEGRAUS ...!"
"Quem não quer ser lobo, não lhe veste a PELE !"
"Família cresceu, ECOnomia em casa ...!"
"Sem AUDÁCIA não há fortuna ...!"
"Antes cauTELA que arrependimento"
"Amigo remendado, CAFÉ requentado!"
"VENTO NORTE, três dias forte"
"Enquanto há VIDA, há esperança ...!"
"A vingança é uma PEDRA que se volta contra quem a atira ...!"
"A amizade é um amor que não se comunica pelos SENTIDOS ...!"
janeiro 16, 2007
Contém múltiplas FORMAS
Olha pela janela, para o negrume da noite e deixa-se ficar ali, a testa encostada ao vidro, imerso em pensamentos. Será que ela adivinha as emoções que lhe provoca? Será que conseguirá dela um eco relativamente ao que sente? Ou será que, como parece, para ela é só alguém suficientemente interessante para uma noite de sexo? Esta última hipótese provoca-lhe um aperto no estômago. Abana a cabeça, não se reconhecendo. Pois não era apenas isso que sempre desejou das mulheres com quem se cruzou na vida? Dirige-se à cozinha, põe água na máquina e prepara um café, que acaba por ficar a arrefecer, esquecido sobre a mesa. A ironia da situação fá-lo esboçar um sorriso triste. Ele, a quem tantas vezes chamaram desprendido, indiferente, frio, distante, está agora a provar do seu próprio remédio. Ele, que julgava ter uma pedra no lugar do coração, o hiper racional, vê-se agora enleado nas teias da paixão não retribuída e a sentir um frio de morte a invadir-lhe a alma. Ainda lhe sente o cheiro e recorda, absorto, o som da sua voz cálida, os seus gestos, o calor da sua pele, a excitação que lhe provocou a audácia com que ela procurou o prazer. Há muito tempo que ninguém era capaz de lhe estimular assim os sentidos, não apenas no sexo, mas de todas as formas possíveis e imaginárias, ao ponto de o fazer perder o norte. A perspectiva de ter finalmente encontrado a mulher que nem sabia que desejava, é como uma tela cheia de cor e vivacidade, uma pintura belíssima com que anseia preencher uma vida demasiado solitária. Porque será que o amor é tantas vezes sinónimo de dor? Olha-se ao espelho, reparando nos olhos cansados, nas rugas vincadas… É tarde, precisa tentar descansar. Sobe os degraus, dirige-se ao quarto e estende-se na cama, ainda vestido, puxando para cima de si a velha manta de retalhos que foi da sua avó. Antes de adormecer sente-se invadir pela doçura que lhe transmite a ideia de uma vida a dois.
Por: Antídoto
A vida
Olho-me ao espelho
Todos os dias.
Prolongo esse olhar
pensando na vida.
Numa vida sem norte
sem rumo e sem sentidos.
Por vezes, penso na morte e,
em como ela é, por vezes, apelativa,
pela paz que parece prometer.
São os retalhos que sobraram.
pedaços de momentos e memórias,
que ora se avivam ora se esbatem,
que alimentam uma luta interior permanente
Às vezes parece-me
que já consigo erguer-me
e subir alguns degraus.
Outras,
Sinto saudades da voz,
do cheiro da pele e do sexo.
E volto a cair num negrume,
onde não se vislumbra qualquer luz.
Dizem-me que complico.
Que a vida é mais simples.
Tão simples como a água e
que, tal como ela
nos podemos adaptar
e tomar várias formas.
Mas o eco do passado
Persegue-me.
Não me larga.
Falta-me a coragem,
a determinação, a audácia
para seguir em frente.
Estagnei.
Não consigo mover-me
Sinto-me uma pedra parada no tempo.
Incapaz de gestos
Incapaz de preparar uma simples chávena de café.
Incapaz de pegar nos pincéis e criar algo
como fazia
e colorir uma tela
com cores vivas e alegres,
como a vida deveria ser.
janeiro 15, 2007
(Textos enviados)
Dezanove
FORMAS com as tuas mãos uma escada com
DEGRAUS que levam o pensamento ao rio onde a
ÁGUA em que se lava o teu reflexo é o
ESPELHO de um rosto em que brilha o desejo de
SEXO de anjo que ilude o fim desafiando a
MORTE e o poder e a vida à flor da
PELE que encobre o sentido da voz chegada em
ECO mudo de vibrações carregando a saudade em
RETALHOS dominados por intenções equívocas de
AUDÁCIA como aquelas que deixaste veementes na
TELA quando com os teus pincéis alegres substituías o
NEGRUME translúcido do medo por cenas vivas de
CAFÉ concerto com dançarinas inebriadas de
GESTOS sob a frieza cortante do vento
NORTE e eu sentado à espera que a
VOZ te não doa e a ligeira doçura da
VIDA se erga violenta e decidida contra a
PEDRA gasta de uma muralha apoiada nos
SENTIDOS proibidos do tempo em que
FORMAS com as tuas mãos uma escada com
Naquele dia, naquele sítio, àquela hora, gritei com a audácia da felicidade a transpirar de mim, e ali fiquei à espera do meu eco, na esperança que a minha própria voz me encontrasse e me reconhecesse a transformação. Ali fiquei estendida naquela pedra alta, sentindo húmido o meu sexo ao pensar no café da manhã tomado na cama, atrapalhando-me os sentidos ao quase voltar a sentir a pele dele roçando a minha. As imagens surgiam em catadupa, formando uma manta de retalhos, primeiro as formas, depois os gestos, por fim o espelho que reflectia as nossas enlouquecidas provas de amor, uma atrás da outra. O som persistente de água a correr despertou-me o espírito do limbo em que me encontrava, e foi então que o meu eco veio até mim desvanecendo a imagem de felicidade que me ficara. Naquele dia, naquele sítio, àquela hora, muito depois de termos feito amor apaixonadamente, a água corria degraus abaixo em direcção à sala, e a tela que tinha começado pintar estava desfeita em mil pedaços. Senti o olhar frio da morte cravado no meu ser translúcido. Quando vi o meu corpo, um negrume inundou-me a vista e tirou-me o Norte... Uma mordaça impedira-me de gritar enquanto a faca grande, de cabo vermelho, assinalava o sítio exacto onde me fora roubada a vida!
Surgiste, sem se saber de onde, acontecida no negrume da noite, pintada pela audácia do sonho, na tela da minha memória. Porque estava só, inventei-te, como eco e espelho de mim próprio, na voz dos sentidos acordados na insónia, uma pedra no charco desta renúncia.
Por isso, vieste sem gestos, sem formas definidas, retalhos subindo, pouco a pouco, os degraus
E tão subitamente como apareceste, assim te desvaneceste, apagada como a espuma do mar que, por ser apenas água, não dura mais do que breves segundos.
Por: Peciscas
Quando o eco das palavras
janeiro 13, 2007
8º
Doces Horas
O sexo dele aponta agora a Norte, fazendo eco dos retalhos de desejo partilhado e das formas exóticas que os gestos dela têm sempre para lhe despertar os sentidos. Ela brinca e ri, excitada, meia despida pelos dedos convulsos dele, coquete e feminina. Brinca com o corpo dele, brinca com o próprio corpo, aproxima-se e afasta-se... E por cada novo jogo, pela antevisão da audácia dela ao fazê-lo quase sofrer pela espera, ele sente o sangue correr acelerado, como a água das cheias de Inverno a galopar por entre o negrume da terra antes ressequida. A pele dela, branca como uma tela ainda virgem, parece pedir que os dedos, a boca, a língua dele, a preencham de cores quentes e de suor. E ele tem cada vez mais urgência naquela petit mort prometida, aquela morte santa de onde renasce cheio de vida. O espelho do quarto devolve-lhe a visão dos dois corpos entrelaçados e o gume erguido do seu pénis endurecido, pedra agora, polvilhado de pequenas pérolas opalinas. E sente que o vício de tê-la não está ainda saciado e, logo pela manhã para que o dia amanheça radioso, esperará que aquela voz sussurrada lhe marque o encontro, como de costume, nos degraus do coreto do meio do jardim onde um dia marcaram o primeiro encontro para um simples café sem açúcar. E as horas anunciadas são doces assim…
Por: Hipatia
No acto ganha FORMAS,
Ponho nela o esquecimento de quem já não se vê nas águas turvas deste espelho, de quem vai perdendo o norte à vida e à plenitude das suas formas, esquecendo ao mesmo tempo os ecos da sua pele e a memória esmorecida do sexo sem angústia.
Pinto em degraus todos os passos sem audácia, todos os gestos perdidos e regresso de súbito à mesa de café, onde descansa taciturna a chávena vazia...
Na tua ausência os dias passam e deixam um vazio. Como se fossem retalhos de uma manta, ou fragmentos de uma tela, e não consigo colar, ao fim do dia, as horas que são retalhos e fica o dia incompleto.
Sinto-me tão triste que me sento nos degraus da escada junto à nossa porta, a pensar na minha vida, e o teu amigo António, que decidiu não voltar ao Norte e tentar a sorte aqui, diz-me:
- Ele não te quer assim triste, anda vamos beber um café.
E eu vou porque sei como vocês são amigos, e porque ele me faz lembrar de ti. Tem gestos tão parecidos com os teus, como o pegar na chávena e não na asa, para beber e ao mesmo tempo sentir o calor do café, e falamos os dois de ti e de mim e como o espelho me diz que estou mais gorda, e ele não que não, que não é verdade ainda.
E ontem perguntou-me se já te tinha contado o que aconteceu há dois meses, quando ele me salvou de morte certa ou coisa pior ainda, e não contei porque ainda fico a tremer e quase perco os sentidos e a caneta só de pensar nisso, por isso não te contei nada antes. Foi num dia que fui com a Irene, às compras, depois do trabalho, e quando chegava a casa e subia devagar a escada, porque me sinto mais pesada, a luz apagou-se quando eu estava entre o 1º e o 2º andar, e tudo ficou tão escuro que tive medo de dar um passo em frente ou de voltar atrás.
E o negrume na escada era o espelho do meu medo, e toldava-me os gestos, e fiquei parada, colada á pedra do degrau que pisava, perscrutando o escuro, aterrorizada.
De repente a luz acendeu-se, ou recuperei os sentidos, e vi o António descomposto de raiva a dizer,- Bandidos. A audácia. E na luz as nossas vozes fizeram eco, a minha e a do António, e desceram a casa da porteira que me viu tão desfalecida que foi buscar um copo de água, e disse: - A menina está bem? E o António que sim, que eu me tinha assustado e caído por isso estava assim com a roupa amarrotada e a blusa aberta…Se não fosse o António, meu querido, quem sabe tinham-me estropiado como naqueles filmes de terror que eu gosto tanto de ver.E nunca mais saberias nada de mim, nem porque estou mais gorda, nem que fiz um teste que diz que vais ser pai. O António manda-te um grande abraço. Se não fosse ele não sei que seria de mim aqui sozinha há dez meses, tão triste sem ti e desamparada sem ti.
janeiro 11, 2007
Era o que faltava era dar-te trunfos assim estampados na tela.
Não, não mudei de formas; apenas fugi da morte.
Conservo o espelho para relembrar o tom da minha pele
E se olhar bem no fundo dos gestos
Nada mais vejo senão o eco dos retalhos da má sorte.
Por isso recuso esse negrume,
Recuso a tua voz, a pedra que a tua mão guarda dia e noite,
Mesmo nas noites em que o sexo nos ligou à vida.
Coisa pouca, digo agora, e parto em busca de ouros sentidos,
Rumo aos degraus que me levam à superfície de uma água pura.
Audácia extrema este desejo de me espelhar em mim.
Venha o café! Não quero ficar assim.
Parei nas escadas
Pensei em ti
E no cheiro a sexo
Que ainda está em mim...
Contigo perco o Norte
Adoro-te de todas as formas
Olho-me ao espelho
Ajeito a roupa e suspiro
Sinto-te
Fecho os olhos...
Sinto o teu sexo a penetrar-me
A tua pele na minha pele
O eco dos gemidos
A voz rouca
A nossa audácia junta...
A água a escorrer pelo meu corpo
No banho que tomámos
Vislumbro esta tela
Como se de um filme tratasse
Por momentos esqueço os retalhos de uma vida...
Entro e sento-me
Peço um café
Olho para o seu negrume tom
Todos os meu sentidos vivem
A morte não é para mim
janeiro 08, 2007
Tirem-lhes as meias e lavem-nas numa bacia cheia de água fria com um sabonete perfumado (de preferência a cheirar a violetas). Depois enxuguem-nas. Metam numa panela uma boa porção de manteiga, deixem-na derreter a fogo lento e em seguida coloquem as coxas de menina por cima, depois de tê-las salteado. Acrescentem um púcaro de leite. Mexam tudo bem mexido e temperem com sal, pimenta, salsa, cebola picada, alho, pimentos moídos. Espevitem um pouco o lume e ao fim de uma hora tirem a panela do fogão e deitem o conteúdo para dentro das meias. Sirvam bem quente, com as meias suspensas do tecto por elásticos. É um prato muito alegre, bom para saborear entre amigos. As pernas sobem e descem por cima da mesa, e tentar apanhá-las depressa se torna um jogo. Mas atenção às nódoas suspeitas na roupa!
Roland Torpor, in A Cozinha Canibal
janeiro 04, 2007
Ninguém diz nada de novo
Ouço-te sempre as mesmas palavras
Ouço-me sempre as mesmas palavras
Podia contar-te como vão as coisas por aqui...
Mas não há nada de novo!
Nada de novo sob este céu
Nem as nuvens se espantam !
Olho ao redor, e o que vejo ?
Nada de novo !
Hoje foi o costume...
Nada de novo !
Hoje não há nada de novo...
Amanhã direi o mesmo !