Pensem nisso...
Quando a gente se deita, não fica logo a dormir. Entre o estar deitado e o ficar a dormir há um pequeno intervalo no qual se passa exactamente de um mundo para o outro !
Até 2ª feira
fevereiro 24, 2007
6º
Não sei se foi por acaso que, com um gesto aparentemente furtivo, afastaste um pouco a saia, deixando que aqueles fragmentos das tuas coxas, que apenas costumas deixar entrever a quem tem preeminência especial, fustigassem, como uma torrente o meu olhar já atraído como um íman. Naquele momento, no meu corpo, apenas matéria animal, o sangue circulou com mais força, canalizando-se, acompanhado de murmúrios ofegantes, para o local onde se concentra a paixão. Nem a frieza daquela tarde de Inverno conseguia ocultar os traços já visíveis da minha perturbação. Os risos e a prosa ocasional que se soltaram da boca, não disfarçaram a luta nada dócil que se travava no chão do meu instinto. Mas assim como os insectos que se esmagam contra a vidraça, as gargalhadas desdenhosas com que humilhaste o meu desejo, foram o chão onde ficou sepultada a minha sede de conquista, mais uma vez insaciada.
Por: Peciscas
5º
DESAFIOS
Murmúrios de paixão
São a preeminência da prosa
Na dócil luta da boca
Que como um íman
Procura incessantemente
O chão do teu corpo
Percorrendo
O inverno do gesto...
E o sangue, em torrente
Inventa fragmentos
De risos
Delírios de coxas
Na frieza da matéria
Enquanto loucos traços
Esmagam
As dores
No calor do acto!...
Murmúrios de paixão
São a preeminência da prosa
Na dócil luta da boca
Que como um íman
Procura incessantemente
O chão do teu corpo
Percorrendo
O inverno do gesto...
E o sangue, em torrente
Inventa fragmentos
De risos
Delírios de coxas
Na frieza da matéria
Enquanto loucos traços
Esmagam
As dores
No calor do acto!...
Por: Maria Mamede
4º
Da prosa ensaiada, do gesto da escrita pintado a sangue,
Ouço os risos e os murmúrios que esmagam a frieza do inverno.
A paixão pela vida faz com que a boca inicie uma luta, e com preeminência saio desta matéria.
Os traços das coxas no chão têm o efeito de íman na minha visão.
Os fragmentos do meu pensamento saem em torrente, e fica a imagem dócil de um dia...
Por: Conversaemdia
3º
A paixao é uma torrente de prosa que sai da minha boca. A tua frieza sao murmúrios de inverno, fragmentos de sangue que me esmagam e me prendem no chão, como um íman. E os teus traços... E os teus risos... E esse teu gesto tao dócil... é uma luta para nao amar-te!
Por : Black Cat
2º
Brincar com as palavras
Com esta torrente de palavras
Que irei imaginar que meta coxas
Lábios, braços e pernas
Mas sem de sexo falar...
Que desta boca não saiam fragmentos
E deste meu gesto sentido
Hei-de demonstrar a paixão
E usar o vermelho sangue
Para dominar os risos
E os ignóbeis murmúrios
Que iram ter ao ler isto.
É que o Inverno foi rigoroso
E os traços esmagam a matéria ...
O chão funciona como íman
Que me atrai a escrita
Saio com preeminência
Sendo sempre a rapariga dócil
Que não sabe nem aprende...
A escrever em prosa
E que assim luta
Com as palavras
E a frieza do dia a dia
Por: Psique
1º
Na boca de muitos a palavra dócil tão falseada, que esmagam a frieza da preeminência de quem usa uma torrente de murmúrios como íman maléfico.
A caminhada é dura e já longa e as coxas dão sinal de paragem.
Sentada no chão, revejo traços de fragmentos de um inverno rigoroso que desaba num coração bombeado por sangue já tão desgastado.
Afinal sou matéria...mas também sou paixão.
Levanto-me num gesto rápido, solto risos afugentando possíveis invasores numa luta que não dou tréguas e grito:
A vida é a melhor prosa feita de folhas diárias...coloridas e outras debotadas por lágrimas!
E num "DESAFIO" o sol voltou a brilhar!
A caminhada é dura e já longa e as coxas dão sinal de paragem.
Sentada no chão, revejo traços de fragmentos de um inverno rigoroso que desaba num coração bombeado por sangue já tão desgastado.
Afinal sou matéria...mas também sou paixão.
Levanto-me num gesto rápido, solto risos afugentando possíveis invasores numa luta que não dou tréguas e grito:
A vida é a melhor prosa feita de folhas diárias...coloridas e outras debotadas por lágrimas!
E num "DESAFIO" o sol voltou a brilhar!
Por: Fatyly
fevereiro 22, 2007
Evacoações Mentais
Estar aqui é agradável não pelo facto de se estar aqui, mas pelo facto de se poder dizer que se está aqui. É a mesma coisa que às oito horas não me apetecer chá, mas só às oito e meia, e apesar disso tomo sempre café. É um incidente tão provisório como a própria vida. É como ir ao barbeiro...
Estar aqui é agradável não pelo facto de se estar aqui, mas pelo facto de se poder dizer que se está aqui. É a mesma coisa que às oito horas não me apetecer chá, mas só às oito e meia, e apesar disso tomo sempre café. É um incidente tão provisório como a própria vida. É como ir ao barbeiro...
fevereiro 21, 2007
Conversas:
Eu: Não tens nada que me queiras contar ?
Ela: A minha vida é sem nada de emocionante, não há novuidades. Passo a ferro...
Eu: Mas passar a ferro não é emocionante !?
Ela: Muito.Terrivelmente emocionante. Vou escrever sobre as emoções de uma tábua de engomar !
Eu: !!!
(E assim fiquei, a meditar, sobre a complexidade de passar a ferro.)
Já a seguir:
“As emoçoes de uma tábua de engomar”
(pela própria engomadeira)
Eu: Não tens nada que me queiras contar ?
Ela: A minha vida é sem nada de emocionante, não há novuidades. Passo a ferro...
Eu: Mas passar a ferro não é emocionante !?
Ela: Muito.Terrivelmente emocionante. Vou escrever sobre as emoções de uma tábua de engomar !
Eu: !!!
(E assim fiquei, a meditar, sobre a complexidade de passar a ferro.)
Já a seguir:
“As emoçoes de uma tábua de engomar”
(pela própria engomadeira)
"Naquela noite, a tábua não conseguia conter a sua ansiedade. A engomadeira tinha trazido para casa um ferro de engomar novo..." Continuar a ler
fevereiro 20, 2007
fevereiro 19, 2007
fevereiro 18, 2007
Domingo Gordo (Bom Apetite)
Peguem num bom pedaço de perna, tenro e rosado
Num com mais gordura, noutro de magreza à parte
Todos têm valor, mas o segredo da arte
É saber regular exactamente o bocado.
Cortem um, dois, três doidos gordos ou finos
Para encher até às bordas na chaminé
A púcara, onde vão ferver toda a matiné
As «Malucas» de nome simples e gordo, manjares divinos.
Metam na púcara, cheia como uma cratera
Feijão verde fresquinho e batatinhas
Cenouras e nabos da estação
E sirvam quente, muito quente, para que a fumarada
Desperte o apetite, só à exalação
Do prato de que a sala está toda perfumada.
(Roland Torpor in: A Cozinha Canibal)
Peguem num bom pedaço de perna, tenro e rosado
Num com mais gordura, noutro de magreza à parte
Todos têm valor, mas o segredo da arte
É saber regular exactamente o bocado.
Cortem um, dois, três doidos gordos ou finos
Para encher até às bordas na chaminé
A púcara, onde vão ferver toda a matiné
As «Malucas» de nome simples e gordo, manjares divinos.
Metam na púcara, cheia como uma cratera
Feijão verde fresquinho e batatinhas
Cenouras e nabos da estação
E sirvam quente, muito quente, para que a fumarada
Desperte o apetite, só à exalação
Do prato de que a sala está toda perfumada.
(Roland Torpor in: A Cozinha Canibal)
fevereiro 17, 2007
Pensamentos Carnavalescos
Se existe coisa de que eu gosto, é de; Cortejos e Procissões. Mas gosto apenas quando chove forte e feio no momento em que passam na minha rua. E sentado a apreciar, do lado de dentro, na mesa de sempre, no café do costume. Em prazo de poucos minutos, o reboliço é tal que a rua volta a ficar deserta, tal como eu gosto, porque assim é mais minha...sorrio!
Se existe coisa de que eu gosto, é de; Cortejos e Procissões. Mas gosto apenas quando chove forte e feio no momento em que passam na minha rua. E sentado a apreciar, do lado de dentro, na mesa de sempre, no café do costume. Em prazo de poucos minutos, o reboliço é tal que a rua volta a ficar deserta, tal como eu gosto, porque assim é mais minha...sorrio!
Aos interessados:
Um Desafio no Cantinho da Psique
Imagem
Imortalizo-te,
Transformo em pincéis,
as pontas dos meus dedos,
e com eles coordeno as tintas do desejo
Transformei-te em tela
Só para minha satisfação...
(Tóze)
Um Desafio no Cantinho da Psique
Imagem
Imortalizo-te,
Transformo em pincéis,
as pontas dos meus dedos,
e com eles coordeno as tintas do desejo
Transformei-te em tela
Só para minha satisfação...
(Tóze)
Oferta

Obrigado Mónica
(O importante é que te lembres de mim, seja através de uma sanita ou mesmo de um cagalhão)
Obrigado Mónica
(O importante é que te lembres de mim, seja através de uma sanita ou mesmo de um cagalhão)
fevereiro 16, 2007
Oferta de Carnaval
"...já para o Finúrias, vulgo Fifi, foi outro problema, até porque o rapaz últimamente tem andado a ouvir umas determinadas vozes que não lhe têm feito nada bem. Entrei em vários estabelecimentos, nunca olhando a preços, sim porque o Fifi merece tudo, e depois de muito regatear com a lambisgoia da balconista acabei por trazer esta verdadeira pechincha que, não só lhe salientará as formas como, se ele souber tirar partido disso, lhe permitirá ganhar mais uns cobres para finalmente comprar um apartamento de 4 assoalhadas e assim deixar que caiba a outra pessoa na vida dele. Ele sabe do que falo..."
Obrigado minha Robina
( eu depois faço-te a folha...com jeitinho!)
"...já para o Finúrias, vulgo Fifi, foi outro problema, até porque o rapaz últimamente tem andado a ouvir umas determinadas vozes que não lhe têm feito nada bem. Entrei em vários estabelecimentos, nunca olhando a preços, sim porque o Fifi merece tudo, e depois de muito regatear com a lambisgoia da balconista acabei por trazer esta verdadeira pechincha que, não só lhe salientará as formas como, se ele souber tirar partido disso, lhe permitirá ganhar mais uns cobres para finalmente comprar um apartamento de 4 assoalhadas e assim deixar que caiba a outra pessoa na vida dele. Ele sabe do que falo..."
Obrigado minha Robina
( eu depois faço-te a folha...com jeitinho!)
fevereiro 15, 2007
Leituras
"Deve deixar-se as unhas crescerem durante quinze dias. Oh, como é arrancar brutalmente da cama um menino que nada tem ainda sobre o lábio superior, e, de olhos muito abertos, fingir passar-lhe suavemente a mão na testa, puxando-lhe para trás os lindos cabelos! Depois, de repente, quando ele menos espera, enterrar-lhe as unhas compridas do peito mole, de modo a que não morra; porque, se morresse, não se teria mais tarde o espectáculo das suas misérias. Seguidamente, bebe-se o sangue , lambendo as feridas; e, enquanto isto, que devia durar tanto como dura a eternidade, a criança chora. Nada é tão bom como o seu sangue, extraído do modo que acabo de descrever, e ainda quentinho; a não ser as suas lágrimas, amargas como o sal.
(Isidore Ducasse Conde de Lautréamont in “Os Cantos de Maldoror” )
"Deve deixar-se as unhas crescerem durante quinze dias. Oh, como é arrancar brutalmente da cama um menino que nada tem ainda sobre o lábio superior, e, de olhos muito abertos, fingir passar-lhe suavemente a mão na testa, puxando-lhe para trás os lindos cabelos! Depois, de repente, quando ele menos espera, enterrar-lhe as unhas compridas do peito mole, de modo a que não morra; porque, se morresse, não se teria mais tarde o espectáculo das suas misérias. Seguidamente, bebe-se o sangue , lambendo as feridas; e, enquanto isto, que devia durar tanto como dura a eternidade, a criança chora. Nada é tão bom como o seu sangue, extraído do modo que acabo de descrever, e ainda quentinho; a não ser as suas lágrimas, amargas como o sal.
(Isidore Ducasse Conde de Lautréamont in “Os Cantos de Maldoror” )
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