março 06, 2007

24º
A torrente de fragmentos de memória, em luta constante naquele lugar perdido entre a consciência e a inconsciência, inscreve-se em sangue e dor, ganhando preeminência entre os pensamentos difusos. Os reflexos errantes do que foi e do que poderia ter sido, esmagam os risos e até o gesto mais simples esbarra na frieza da matéria, no chão frio das recordações perdidas. Para além do que recorda agora, a prosa sibilina e soluçada do passado perde pedaços com o tempo que passa. Os traços deste Inverno deixam marca. É difícil perder a fé num frio assim. E em sonhos, por entre os lábios quase cerrados, da sua boca saem murmúrios de preces pelo futuro. É preciso segurar o que foi, porque parte perdida não é parte alguma e é no íman da paixão passada que se deixa desaguar, dócil. Dobra o corpo numa posição fetal, aquece as mãos geladas entre as coxas e, por fim, recolhe em sonhos os pedaços perdidos do que foi e do que é, para continuar a ser.
Por: Hipatia

março 05, 2007

Pois é...

Vós, que vindes aqui silenciosamente como quem nada quer, deixai ao menos um olá, um simples olá. Para eu ficar a saber que sois vivos, e se assim for, ainda bem que existindes, caso contrário, saberei-vos...mortos !
Pensamento do Dia
"Só existe o presente, cada instante desaparece para sempre."
23º
Inverno? … na cama passa-se melhor
Sangue? … não dá muito jeito, mas há dias em que não faz diferença.
Frieza?... vá de retro!...
Prosa? …pouca… prefiro acção!
Chão? …pode ser, mas com almofadas por baixo…
Traços? … se forem perfeitos alinho.
Íman? … funciona sempre se o exemplar for dos bons.
Dócil? … só o cachorro do vizinho.
Paixão? …sou.
Coxas? …humm… nem respondo…
Esmagam? … à bruta, mas q.b.
Fragmentos? …de roupa rasgada.
Boca? … e muitos beijos.
Gesto? … ok. Eu calo-me…
Murmúrios? Ao ouvido, mas também no resto da pele.
Torrente? … de líquidos quentes.
Risos?... sim, mas só depois de satisfeita!
Matéria?… se for de Preeminência é cinco estrelas!
22º
Gesto maduro
Dentro das coxas
Risos felizes
Na tua boca.
Prosa ligeira
Íman, surpresa,
Paixão acesa
Cala a frieza
Traços inteiros
Murmúrios lentos
Sangue vertido
Em mil fragmentos.
Matéria dócil
Torrente amena
Traços que esmagam
Gente pequena
Inverno amargo
Dias de luta
Preeminência…
Filha da puta!
(Nota final: é que a porra da preeminência estava tão difícil que estragou a linda composição que me estava a sair tão direitinha…)

março 03, 2007

21º
O texto tinha já sido alinhavado previamente a TRAÇOS largos mas, mais do que a FRIEZA do INVERNO lá fora, a PREEMINÊNCIA da PROSA inúmeras vezes ensaiada com tanta PAIXÃO gela-lhe o SANGUE nas veias. DÓCIL como uma criança apresenta-se à assistência que a atrai como um ÍMAN. Dentro de si trava uma LUTA entre saltar de alegria e comportar-se à altura do acontecimento. No preciso momento em que o ruído dos seus passos que ESMAGAM o CHÃO tantas vezes pisado por outras glórias, se faz ouvir na grande sala, todos os RISOS e MURMÚRIOS cessam de imediato. Esta é a matéria de que são feitos os sonhos, pensa à medida que da BOCA lhe saiem os primeiros FRAGMENTOS do discurso. As COXAS tremem-lhe ainda quando, com um GESTO dramático, se dirige para a plateia e solta a TORRENTE de palavras que lhe queima a garganta:
I would like to thank the Academy for this award!!!
Enviem os vossos textos para:
tozribeiro@gmail.com
20º
Fragmentos de paixão

Olhava a parede onde traços incertos e garridos deixavam expressa a raiva de quem não conseguia encontrar o caminho. No gélido chão de Inverno deixava correr os minutos à tua espera. Uma torrente de sentimentos aflorava na pele pronta a explodir de paixão. Sentia a frieza do vazio a percorrer o sangue que me inundava desde a noite em que o nosso amor se tornou em fragmentos dispersos, estilhaços de duas vidas perdidas numa matéria sem consistência. Uma luta inglória contra a solidão que se agarrou ao meu peito como um íman atroz. Ouço em transe os murmúrios que a tua boca já não sussurra. Adivinho o gesto que as tuas mãos desenhavam nas minhas coxas na madrugada em que dócil despertava só para ti! E os lábios esmagam beijos ardentes no livro das lembranças escrito em prosa que abri dentro de mim! Sinto a loucura chegar em risos selvagens que apagam a preeminência de um amor agora moribundo. Deito-me no soalho gasto, onde os ruídos se acumulam. Fecho os olhos numa lenta agonia. Transformo o meu corpo em ausência…braços estendidos em sinal de espera.
Erguem-se teias de aranha que não quero quebrar e entro vazia na escuridão da noite.

março 02, 2007

Caríssimas Leitoras:

Tende a bondade de olhar para a minha boca e o gesto que faço com o baixo-ventre...
Aquela que arder no desejo de partilhar da minha cama, que venha ter comigo; mas ponho uma rigorosa condição à minha hospitalidade: Peidos, não !

Pensai nisso !
19º
Noite quente
Sabia bem tanto no Inverno como nas outras estações do ano, sobretudo emnoites frescas quando o trote do relógio se fazia notar pelo desconforto da frieza na pele. Foi achando cada vez menos piada ao conjunto, que revelava uma falsa preeminência sob o pretexto da igualdade entre pares. Mas a peça mais simples de todas, aquela que era efectivamente útil pelo conforto que proporcionava e pela aura de mistério que a envolvia, essa, anda hoje faz parte do seu imaginário da paixão. A dimensão generosa e o negrume protector permitiam, com um gesto rápido e decidido, ocultar dois amantes sequiosos entre a mais numerosa multidão, dando plena liberdade aos movimentos frenéticos da boca de cada um e abafando discretamente os murmúrios que prenunciavam desfecho a sós. No meio da torrente em movimento descontrolado, era como se estivessem no centro de um tufão, onde se diz reinar uma paz enganadora, prenúncio da luta titânica contra os elementos em fúria que tudo arrastam e esmagam à sua passagem. Depois da tempestade de vozes e encontrões, de acordes e poemas, aquelas noites traziam o encanto dócil do calor dos corpos envoltos em tecido de lã,negro como o mistério das noites de prosa espontânea e risos de prazer, sangue fervente, traços largos de imaginário em cavalgadas de freio nos dentes. Ficassem os corpos desfeitos em fragmentos indefinidos, as mãos cheias do sabor agridoce de coxas, antebraços, faces e seios, olhos brilhantes, íman para o recomeço da batalha, rotações sucessivas pelo chão em brasa até que o universo da matéria tocasse a porta de entrada para aquinta dimensão.

março 01, 2007

Pergunta do Dia
A vossa natureza é mais ou menos terrestre, que a dos vossos semelhantes ?
(nada de mentiras, dizei o que pensais)
18º
Loucura Branca
A PREEMINÊNCIA da parede branca, num quarto despido de qualquer MATÉRIA, é um ÍMAN ao refúgio, ao isolamento, à distância de si e dos outros...Senta-se no CHÃO, e olha a parede, a parede branca totalmente brancadiante dos seus olhos, a FRIEZA do seu olhar contrasta com os seus TRAÇOS faciais cândidos e gentis e o ar DÓCIL do seu rosto que a sua pele alba lhe dá. Um quarto seu, só seu que mais ninguém conhecia de tão seu que era...É um quarto despido, mas repleto de FRAGMENTOS que ESMAGAM e surgem que nem uma TORRENTE no INVERNO. E só, naquele quarto branco e vazio, recorda os momentos da PAIXÃO vivida, lembra a BOCA beijada e ouve os MURMÚRIOS outrora trocados ao ouvido. E deita-se, fecha-se sobre si que nem uma concha e num GESTO abrupto e repentino coloca as mãos entre as COXAS e arranha-se brutalmente como se uma forte comichão o atacasse, e as unhas aparadas cravam-se na pele. Pedaços de pele nas unhas, SANGUE a escorrer pelas pernas abaixo, num autêntico acto de LUTA, numa batalha interior, pára e olha o vazio. Solta a primeira gargalhada.... Olha-se e sente pena de si! Ri-se da PROSA que dava a sua história, dos momentos vividos naquele quarto quando o mesmo tinha uma cama, um armário, duas mesas de cabeceira com fotografias dele, dela e deles, candeeeiros, relógio despertador, quando naquela parede agora branca existia uma pintura a óleo dos dois...
Ecoam RISOS.... no silencioso quarto!
17º

Vinte palavras apenas

Uma mulher tão desempoeirada em casa, na fábrica e por todo o lado e esquecera-se de um gesto. Da prosa escrita em papel a comunicar a situação mal tivera a confirmação. Em fragmentos revia a torrente de murmúrios entre as coxas, naquela luta dócil de risos na boca e paixão a alagar o chão que a deve ter gerado. Os traços dessas tentativas sucediam-se alegremente por todo o canto da casa desde a mesa da cozinha ao lavatório da casa de banho, sem esquecer o escurinho da dispensa porque era suposto engravidar e alardear o primeiro neto de ambas as famílias. E agora frente à frieza daquele homem, com a preeminência que lhe assiste de maximizar os seus proveitos económicos e lhe estende aquele íman de olhos com umas vinte palavras a que chamam carta de despedimento, sente o inverno a penetrar-lhe os ossos e as veias tornando-a impotente para qualquer movimento. Não pensara que o sangue que alimenta a matéria dentro de si era passível de castigos e punições, apenas por o fazer mas agora sabe que as injustiças esmagam a esperança de vida.

fevereiro 28, 2007


16º
A verdade persegue...

Ele estava nos píncaros da sua preeminência, o sucesso do seu projecto era tal que lhe apetecia festejar. Mas com quem? A única pessoa com quem lhe apetecia partilhar estava em viagem para uma nova vida e fora ele quem a ajudara a partir. Caminhava pela rua, pensativo, fazendo-se acompanhar da sua pasta de executivo. Os seus passos firmes, decididos; cada gesto um prolongamento da sua personalidade, forte e segura; os traços do rosto serenos; na boca o seu sorriso de sempre, cativante. Todo ele era uma espécie de íman, atraindo sobre si boas energias, atraindo pessoas e sucesso. Como podia um homem assim não ter com quem festejar? Era Inverno, era noite, era tarde. Teve de forçar a vista para encontrar o carro no parque de estacionamento subterrâneo. Ao dar à chave, nada. Nova tentativa e nada. Mas que diabo?!! Uns murmúrios no banco de trás, fizeram-no olhar o espelho. Nada, claro. Era só cansaço. De repente, vrummmmmm.... Pareceu perder o controlo e o carro bateu na parede, uns metros mais à frente, estridentemente.... Nada, ninguém por perto.Uma dor de cabeça. Fragmentos de pensamentos chegam-lhe numa torrente sem que ele conseguisse formular um raciocínio concreto. Os murmúrios tornam-se mais fortes, parecem estar dentro da sua cabeça. E ele deixa de pensar só para saber que prosa é aquela, qual a mensagem. Consegue reconhecer a voz dela! E lembra-se daquelas coxas que o envolveram tantas vezes com paixão, numa dócil entrega. Risos ensurdecedores esmagam os murmúrios, interrompem-lhe as imagens do passado, é o riso dela! Murmúrios misturados com risos na sua cabeça gritam-lhe agora a palavra vingança... Vingança! E foi obrigado a recordar o sangue, a faca grande de cabo vermelho... A custo consegue abrir a porta do carro. Deixa-se cair na frieza do chão, numa luta para sentir a matéria, para sentir o seu corpo, para sentir que está ali.... Era tudo imaginação sua, ele sabia-o, invadia-o o sentimento de culpa! Mais cedo ou mais cedo ia pagar caro o pecado cometido!
Por: Fábula
15º

Toponímia

Era no tempo das outras estações
Em que nos cruzávamos apenas,
Em que nos pensávamos…
O tempo em que não era nossa, a história…
Éramos Inverno,
Antes de percorrermos as vielas do nosso corpo,
Antes de nos encontrarmos
Naquela rua com um nome curioso:
“Nada acontece por acaso”.
Somos agora gestos que correm céleres
Como a torrente da paixão
Que nos une.
Sente como fervilha o sangue rubro!
Sente como,
Com traços de risos
Travamos uma luta
Onde a preeminência existe,
Porque ambos nos superamos,
Por tão sequiosos,
Por tão diferentes,
Que nos atraímos como um íman.
Brincamos com as nossas bocas
Correndo sobre o texto dócil que compomos
Que afasta de nós,
O tudo de que nos despimos.
Vamo-nos desnudando,
E os encontros,
Quando afastamos as coxas
Enchendo-nos de poemas e prosas,
Esmagam-nos de vontade
Tanto, tanto,
Que quase morremos
Para nascermos de novo,
Quando nos inundamos no néctar do nosso desejo!
Desafiemo-nos!
Calemo-nos por momentos.
Passeemo-nos pelo chão dos nossos lábios,
E esqueçamos a frieza,
A matéria de que éramos feitos,
Antes,
Quando ainda éramos murmúrios,
Quais meros fragmentos de sonho,
E nos cruzávamos, apenas…


Por: Cris

fevereiro 27, 2007

Pergunta do Dia
Como é possível sermos nós (mesmo sendo camelo) , sem que primeiro tenhamos sido toda a gente ?
3 Anos de Bosque

Robina: Eu ofereço-te o colar de diamantes que te prometi, mas tens de parar com as brincadeiras estúpidas !!!
14º
Fragmentos de uma Paixão
De quem luta não pela vida, mas pela morte.
(Porque ela nos acorda)
Dia de Inverno
O ritual de sempre
De pernas cruzadas sentados no chão
Dois dedos de prosa, entre abraços...
sem risos, sem lágrimas
Sem alma.
Ambos somos uno...
Voz, gesto, olhar, sentir
Somos corpo...
Mãos, pés, boca, coxas, sexo
Onde somos tudo...
Ambos somos uno.
A frieza deste espaço vazio
de paredes pálidas
onde o silêncio predomina
com o nosso abraço a um canto,
apenas por companhia.
Vamos usar o vermelho sangue e
com a ingenuidade dos nossos traços
Pintar com esta torrente de palavras
Que esmaga cá dentro.
Que sufoca, que nos mata
Aos poucos...
Tudo funciona como íman
Nesta luta nada dócil
Estamos sozinhos...
Já ninguém nos pode salvar
A preeminência da partida...
Pergunto-vos:
Serão audíveis os múrmurios das paredes ?

Por: Toze
13º
Enquanto estudava a matéria, fragmentos de memória vieram-lhe recordar o sofrimento do ano anterior. A preeminência daquele Inverno tão frio que tudo tinha alterado na sua vida. A imensidão da chuva tinha provocado torrentes de lama que tudo tinham inundado, que casas tinham esmagado, deixando por todo o lado rastos de tragédia. Lembrava-se de a ter encontrado caída no chão, esvaída em sangue, as suas coxas cobertas de lama... as suas coxas perfeitas que, ela dócil, lhe tinha mostrado tirando a saia, enquanto ele, encostado à porta, a olhava com paixão. Os gestos tímidos com que tinha tirado a blusa, com que lhe tinha beijado a boca onde se formavam risos, de onde o prazer lhe saía em murmúrios gorgolejantes.
Conseguisse ele pôr em verso ou prosa o íman que os tinha atraído e talvez a frieza dos seus traços, que escondiam a luta pelo esquecimento, talvez pudesse desaparecer.
Por: Marta
12º
FRAGMENTOS DE SANGUE
Não dócil paixão
Que dos múrmurios
Da tua boca
Se esmagam no Inverno
Torrentes de gestos
Que entre coxas entrego
Com risos e traços
Numa prosa de luta
Na frieza do chão
E como preeminência
Da matéria
Sou íman de mim....
11º
Ela vivia de fragmentos guardados na memória, como se esta fosse uma manta de patchwork. Cada momento era um quadrado para recordar. Do primeiro quadrado, ouviam-se os risos da sua infância, a descer pelo escorrega e a brincar sentada na frieza do chão. Do segundo, ouviam-se os murmúrios entre amigas, a atracção como íman por aquele rapaz dócil durante a adolescência. Do terceiro, sentia-se o calor de um beijo vindo de uma boca apaixonada. Do quarto, quase se tocava a preeminência da paixão que desabava no meio das suas coxas numa noite de Inverno. Do quinto, lia-se uma torrente de palavras, que esmagam quem as compreende, numa prosa só sua. Do sexto, via-se o gesto embebido em sangue, sinal de luta contra a doença. Ela já só era traços de si mesma, presa à matéria do seu corpo, numa cama de hospital, onde vivia de fragmentos guardados na memória…
Por: Jacky
3 Anos de Bosque

Parabéns Robina

fevereiro 26, 2007

10º
Dias mascarados de anos.
E ele partiu com preeminência. Naquela manhã de Inverno. Partiu, pronunciou palavras em gesto de despedida. Uma vontade incontrolável de o calar invadiu-me. Mas da sua boca apenas saiu um adeus. De mim, apenas se libertava um torrente de murmúrios. Ele o pólo positivo, eu o negativo. A atracção perfeita. Eram sonhos, apenas sonhos. Ele não era íman, era matéria, era sangue, era pessoa, provavelmente mais que isso. Era poesia, prosa, paixão...aliás, ainda o é. Podia jurar que era Deus. Não o fiz, Deus não existe. Dias de tormento, uma luta constante contra o tempo que teimava em não passar. O mesmo chão, o mesmo caminho, tornaram-se incrivelmente distintos. Faziam falta os seus passos. Os risos quase desapareceram, uma frieza temporária roubou-lhes o lugar. Um fragmento da vida, uns dias, mascarados de anos, o tal espírito Carnavalesco. Uma autêntica eternidade. Mas finalmente chegou ao fim. Mais umas horas de espera esmagam a saudade. O tempo torna-se tão dócil, e eu espero e desespero por rever aqueles traços, aquele olhar, aquele sorriso, aquelas coxas, e poder tocar como se fosse a primeira vez.

Por: Patareca
A preeminência da boca na paixão é como torrente de sangue entre as coxas,
caíndo em fragmentos que se esmagam no chão.
Dócil íman combatendo a frieza do Inverno, prosa feita de riso e murmúrios.
Gesto que, sem luta, reconstrói e vive independente da matéria
e desenha imorredoiros traços de luz pelo espaço.
Por: Amla
Da dócil boca, vagos murmúrios, fragmentos da luta no auge da preeminência da paixão, atropelam a torrente de risos que caem no chão, breves fragmentos desta prosa de Inverno, que se esmagam na frieza do gesto, enquanto pelas coxas, poderoso íman, a torrente de sangue desenha traços de vida.
Por: TMara
Na preeminência de um gesto soam murmúrios na tua boca.
São traços, fragmentos, que formam uma torrente de paixão.
As tuas coxas esmagam o chão na luta dócil feita de risos.
Aproxima-se o Inverno e com ele a matéria da prosa cuja frieza parece uma ferida em sangue.
Só nos resta o íman de que somos feitos…
Por: Wind