abril 16, 2007

Pergunta do Dia
(Ando a ver pessoas com rostos estranhos !!!)
É comum os donos ficarem com traços fisionómicos dos seus animmais ?
Olha quem ele é !!!

(imagem da última vez que foi visto em público)

O gajo voltou, finalmente, mas não deves saber de quem falo! A não ser que sejas dos "velhotes" (segundo palavras da Pseudo). Se és "novato" então não sabes o que perdeste, mas como sou um tipo às direitas, deixo-te aqui o link da Obra Maior do mestre minorca.

Bem vindo ó...Palhaço

abril 14, 2007

Pergunta do Dia
Será que se consegue soltar um grito devagar ?
Resposta à sexta-feira 13, de Marx:

E se quando acabar de coçar o nariz e ele lhe cair? Ganda sorte. Nunca mais vai ter que cheirar a cagadela do gato preto que se dirige para outro lado para disfarçar. À mesa, quando a dona descobre que só tem 12 costoletas, procura logo o bichano, que entretanto deu à soleta porque a dita cuja estava tão salgada, tão salgada que lhe deu a volta à tripa. Eles apertam as mãos por cima da mesa porque não podem apertar o pescoço à dona da casa. Aldra! Antes tivessem ido comer à sogra! O sal que o moçoilo que saiu (o 13º) deitou para trás das costas, foi para não o atirar aos olhos da p...da cozinheira! Nunca mais havia de cozinhar, caraças, tal o ardor nos olhos! Quem lhe mandou ser parvo e ter aceite o convite para jantar?
Reconhecer o número 13 é sinal que ainda há lá no fundo a lembrança da professora que por acaso é a cozinheira que salgou as costoletas, a tal que também era a dona do gato...
Encontrar um trevo de quatro folhas é uma tentativa de tentar purgar-se do mal estar daquele malfadado jantar, dass!!! Foi o marido, o desgraçado, que saiu pelo lado contrário da cama. Olha se ele sai pelo lado dela e a acorda? Ela ainda o obrigava a comer as 11 costoletas que sobraram e aquilo nem para croquetes serve (como se ela soubesse fazer croquetes!!) Bendito vinhaço! Antes a ressaca a lembrar o dito jantar da véspera.
Trazer a pata de coelho no bolso é sinal que no vizinho se comeu um ensopado daqueles! Porque não foram convidados para jantar lá? E eles que tanto insistiram!
Quando três homens acendem os cigarros com o mesmo fósforo estão a ser solidários. A seguir vão pensar na melhor estratégia para matar o raio da velha que tinha um gato que deu de frosques, que se cagou todo por causa duma maldita costoleta tão salgada!
Se, durante o fim de semana, virem uma senhora na padaria a falar com a amiga dizendo que fez um jantar maravilhoso mas que, não sabe porquê, ninguém comeu, e ela que até estava aflita porque eram treze à mesa e o estafermo do gato tirou-lhe uma costoleta e que se ela o apanha ainda o esgana, não acreditem.
Se acreditarem, azar vosso! Seria muito pior do que hoje ser sexta feira 13. Mas, se virem o gato, por favor, digam-lhes que a dona está na padaria.
Que por tudo não se lembre de passar por lá!...

Por: Cris

abril 13, 2007

Sexta-Feira 13 Segundo Marx

-Quando uma pessoa tem comichão no nariz, é sinal de que é preciso coça-lo.
-Um gato preto que cruze o seu caminho significa que o animal se dirige para algum lado.
-À mesa, 13 é sinal de má sorte quando a dona de casa dispõe apenas de 12 costeletas.
-Apertar as mãos por cima da mesa significa que as 2 pessoas são preguiçosas.
-Cantar antes do pequeno - almoço é prenúncio de uma discussão com um vizinho - se este pretendia dormir até tarde.
-Atirar sal para trás das costas pode dar a impressão de que quem o faz tem caspa.
-Reconhecer o número 13 é indício de que se frequentou a escola.
-Encontrar um trevo de 4 folhas é sinal de que se andou de gatas.
-Sair da cama pelo lado contrario significa, provavelmente, que se bebeu demasiado na véspera.
-Trazer uma pata de coelho é sinal de que se é bom atirador - ou se tem um amigo que o é.
-Quando 3 homens acendem os cigarros no mesmo fósforo, tal facto indica que têm apenas um fósforo ou que são escoceses.

A Sexta-feira ainda não terminou, se não vos acontecer nada entretanto, possivelmente acontecerá durante o fim de semana...eu sei do que falo, garanto-vos !
Por isso, o melhor é ficarem em casa até 2ª feira...
OFERTA

Obrigado Mushu

O Olhar dos teus olhos


Esse olhar fala-me de viagens
De lugares distantes
De vidas imaginárias
De caminhos esquecidos
De Ilhas criadas !

São lugares
Onde voltas sempre...
(porque se volta sempre)

Olhar largo, límpido
Sereno e brando
Olhar-Riso

Fecho os meus... e busco os teus!
(estou agora dentro dos teus olhos...)

abril 12, 2007

Uma questão de estética

Uma mulher gorda que queria perder peso, chegou ao médico e disse:
Corte-me uma perna!
Mail (acabadinho de chegar)

“Agradecia que os posts do Ministério não tivessem tantas letras”
(Anónimo)
Comparar o mesmo subúrbio

Depois da crónica “Elogio do subúrbio” do António Lobo Antunes, que eu aqui postei ! Deixo-vos agora com o "mesmo subúrbio” (em tom de carta ao António), por: (RAP) Ricardo Araújo Pereira. Um subúrbio de hoje, que segundo o Ricardo, na época do António era bem mais bonito, e tinha gajas mesmo mesmo boas !

Boa leitura

Quando eu era pequeno também vivia em Benfica, António, mas já não vi nada do que tu contas. Nem quintinhas, nem casas baixas, nem o cheiro dos cabedais do sapateiro (a gente já nem ia ao sapateiro: quando os sapatos se estragavam, iam para o lixo - e o lixo, parecendo que não, tem muito menos graça que a loja do sapateiro, além de que cheira pior) nem senhoras beatas que transportam a Sagrada Família numa caixa, de casa em casa (aliás, no meu tempo, nenhum desconhecido nos visitava a casa, excepto três senhores encapuzados que, uma noite, passaram por lá. Mas também deviam ser gente religiosa porque, apesar de não trazerem a Sagrada Família, levaram um terço de prata da minha mãe) nem acácias, nem cegonhas, nem pavões,
Eu tinha a mercearia do senhor Fernando (a primeira vez que vi um rato foi na mercearia do senhor Fernando, uma ratazana grande e bonita, com um rabo muito comprido e ar feliz. Os produtos do senhor Fernando eram mesmo bons) um maluco que tinha sofrido um desgosto de amor no tempo em que não era maluco (maluco era o que nós lhe chamávamos. Tu, que és médico, provavelmente designá-lo-ias com um termo clínico qualquer, tipo « chalupa », ou assim) seja como for agora era maluco e dedicava-se a recolher papelão e ficava doido ( admitindo que os malucos podem ficar doidos ) sempre que alguém no bairro comprava um electrodoméstico, não saía da porta do prédio, à espera que deitassem fora a caixa de cartão
- Tem caixotes?
estava sempre a perguntar a quem encontrasse na rua
- Tem caixotes?
repara, António, que não te estou a imitar, não repeti a frase para obter qualquer efeito estilístico, o que se passa é que o maluco, coitado, era mesmo muito repetitivo
- Tem caixotes?
olha, lá está ele outra vez
(uma vez, o irmão do maluco, que não era maluco, descobriu que a mulher o enganava e deu-lhe um tiro. E o maluco contou a história e disse, com a sua voz arrastada de maluco:
- O meu irmão é maluco) e além do maluco havia também um bêbado, que dizem que era médico em S. José (uma vez parti a cabeça, fui de urgência para S.José e estive sempre à coca de ver se me aparecia o bêbado, não fosse ele amputar-me uma perna em vez de me coser a cabeça) e havia ainda a senhora da padaria, que acumulava as funções de padeira com porteira do meu prédio e chefe do centro de inteligência da rua. Reunia informações junto de todas as aus congéneres porteiras e relatava uma súmula aos clientes que levassem pão num valor superior a 50 escudos. Uma vez, o marido da porteira, que era da GNR, afixou na entrada do prédio um papel azul de 60 linhas com selos fiscais e tudo, e escreveu à mão a frase «As órdes da porteira são para serem cumpridas». Depois desse dia nunca mais andei de elevador com a porta aberta
E foi essa padeira que, um dia, quando fazia comigo o rescaldo de um erro de um certo Dínamo de Kiev-Benfica, disputado na véspera (além de conhecer profundamente a vida dos meus pais e de toda a vizinhança, a padeira também sabia muito de futebol) me respondeu, na altura em que eu manifestei preocupação pelo facto de o Rui Águas ter partido um pé:
- Ai partiu? É que eu julgava que fosse fractura.
Foi nesse momento que eu decidi que ia escrever textos humorísticos, e que um dia haveria de inventar alguma coisa tão engraçada como «Ai partiu? É que eu julguei que fosse fractura». Ainda espero por esse dia. E é capaz de ser por isto, António, por tu teres vivido num subúrbio muito melhor que o meu, que hoje és um grande escritor e eu sou só um palerma. Assim não vale, pá.

Ricardo Araújo Pereira

abril 11, 2007

Atenção: Fazer Dieta engorda !

“Dois terços das pessoas que fazem dieta ganham mais peso do que aquele que perderam em cinco anos” (estudo publicado na American Psy Journal)

"Come para viver, pois não vives para comer"

Meus Amigos(as), podem já largar as Dietas, os ginásios e as caminhadas, porque a vossa Gordura não tem cura. Julgam que estão no séc. XVI, onde a Gordura era Formosura !?
A fórmula “gordura é formosura” já passou à história !

Cuidem-se...não comam !
Ou sejam Felizes como as minhas Amigas !
Perguntas do Coração:
Quando o coração se fecha, faz muito mais barulho que uma porta ?
O coração tem mais quartos que uma casa de putas ?
Café com Aroma

Fiquemos em abraço
na quentura do café
largado nos lábios

Amemos no aroma
que envolve
o nosso espaço

Fiquemos...

abril 10, 2007

Está aí alguém !?
Elogio do subúrbio

"Cresci nos subúrbios de Lisboa, em Benfica, então quintinhas, travessas, casas baixas, a ouvir as mães chamarem ao crepúsculo
- Vííííííííítor
num grito que, partido da Rua Ernesto da Silva, alcançava as cegonhas no cume das árvores mais altas e afogava os pavões no lago sob os álamos. Cresci junto ao castelito das Portas que nos separava da Venda Nova e da Estrada Militar, num país cujos postos fronteiriços eram a drogaria do senhor Jardim, a mercearia do Careca, a pastelaria do senhor Madureira e a capelista Havaneza do senhor Silvino, e demorava-me à tarde na oficina de sapateiro do senhor Florindo, a bater sola num cubículo escuro rodeado de cegos sentados em banquinhos baixos, envoltos no cheiro de cabedal e miséria que se mantém como o único odor de santidade que conheço. A dona Maria Salgado, pequenina, magra, sempre de luto, transportava a Sagrada Família, numa caixa de vivenda em vivenda, e os meus avós recebiam na sala durante quinze dias essas três figuras de barro numa redoma embaciada que as criadas iluminavam de pavios de azeite. Cresci entre o senhor Paulo que consertava com guitas e caniços as asas dos pardais, e os Ferro-O-Bico cuja tia fugiu com um cigano e lia a sina nas praias, embuçada de negro como a viúva de um marujo que nunca deu à costa. Os meus amigos tinham nomes próprios tremendos
(Lafaiete, Jaurés) e habitavam rés-do-chão de janelas ao nível da calçada onde se distinguiam aparelhos de rádio gigantescos, vasos de manjerico e madrinhas de chinelos. O cão da fábrica de curtumes acendia latidos fosforescentes nas noites de julho, quando o pólen da acácia me chovia nas pálpebras, eu, morto de amores pela mulher do Sandokan, descobria-me unicórnio trancado na retrete da escola, e o brigadeiro Maia, de boina basca, descia à Adega dos Ossos a gesticular contra o regime. Na época em que aos treze anos me estreei no hóquei em patins do Futebol Benfica, o guarda-redes enchumaçado como um barão medieval apontou-me ao pasmo dos colegas
- O pai do ruço é doutor
no que constituiu de imediato a minha primeira glória desportiva e a primeira tenebrosa responsabilidade, a partir do momento em que o treinador, a apalpar-me os músculos com os olhos, preveniu numa careta de dúvida
- Sempre estou para ver se lhes chegas ó ruço que o teu pai no ringue era lixado para a porrada.
O dono da Farmácia União jogava o pau, a esposa do proprietário da Farmácia Marques era uma grega sumptuosa de nádegas de ânfora e pupilas acesas, que me fazia esquecer a mulher do Sandokan ao vê-la aos domingos a caminho da igreja, o sineiro a quem chamavam Zé Martelo e que tocava o Papagaio Loiro na Elevação da missa do meio-dia em vez do A treze de Maio obrigatório, possuía uma agência funerária cujo prospecto-reclame começava « Para que teima Vossa Excelência em viver se por cem escudos pode ter um lindo funeral?», e eu escrevia versos no intervalo do hóquei, fumava às escondidas, uma das minhas extremidades tocava o Jesus Correia e a outra Camões, e era indecentemente feliz.
Hoje, se vou a Benfica não encontro Benfica. Os pavões calaram-se, nenhuma cegonha na palmeira dos Correios
(já não existe a palmeira dos Correios, a quinta dos Lobo Antunes foi vendida)
o senhor Silvino, o senhor Florindo e o senhor Jardim morreram, ergueram prédios no lugar das casas, mas eu suspeito que por baixo destes edifícios de cinco e seis e sete e oito e nove andares, num ponto qualquer sob as marquises e sucursais de banco, o senhor Paulo ainda conserta, com guitas e caniços, as asas dos pardais, a dona Maria Salgado ainda trota de vivenda em vivenda com a Sagrada Família na sua redoma embaciada, o Lafaiete e o Jaurés jogam ao virinhas na Calçada do Tojal cercados de vasos de manjerico e madrinhas de chinelos. Não há pavões nem cegonhas e contudo a acácia dos meus pais, teimosa, resiste. Talvez que só a acácia resista, que só ela sobeje desse tempo como o mastro, furando as ondas, de um navio submerso. A acácia basta-me. Arrasaram as lojas e os pátios, não tocam o Papagaio Loiro no sino, mas a acácia resiste. Resiste. E sei que junto do seu tronco, se fechar os olhos e encostar a orelha ao seu tronco, hei-de ouvir a voz da minha mãe chamar
- Antóóóóóóóónio
e um miúdo ruço atravessará o quintal, com um saco de berlindes na algibeira, passará por mim sem me ver e sumir-se-á lá em cima no quarto, a sonhar que ao menos a mulher do Sandokan não o obrigaria nunca a comer puré de batata nem sopa de nabiças durante o tormento do jantar."

António Lobo Antunes In: Livro de Crónicas

( As crónicas do António têm o poder de encantar...pelo menos a mim!)
NADA QUE TEMER

No teman nada
Gentes honestas y ejemplares
No hay peligro
Sus muertos están bien muertos
Sus muertos están bien guardados
No hay nada que temer
No se los pueden sacar
No pueden salvarse
Hay guardianes en los cementerios
Y también
Alrededor de las tumbas
Como alrededor de las camas-jaulas
Donde duermen los chicos de poca edad
Y es una precaución sabia
En su último sueño
Uno nunca sabe
El muerto podría soñar todavía
Soñar que está vivo
Soñar que no está muerto
Y sacudiendo sus sábanas de piedra
Liberarse
E inclinarse
Y caer de la tumba
Como un niño de la cama
Horror y catacumbas
Recaer en la vida
Imagínense eso
Todo otra vez en cuestión
El afecto y la desolación
Y la sucesión
Tranquilícense buenas gentes
Honestas y ejemplares
Sus muertos no volverán
A divertirse sobre la tierra
Las lágrimas han sido vertidas de una vez por todas
Y ya no habrá
No habrá que volver nunca más sobre eso
Y nada en el cementerio
Será saqueado
Los potes de crisantemos seguirán en su sitio
Y ustedes podrán holgazanear con toda tranquilidad
Con la regadera en la mano frente al mausoleo
En los dulces trabajos campestres del eterno dolor.

(Jacques Prévert - tradução de Rodolfo Alonso)
Voltando ao Post de ontem...

Onde está a porcaria das dicas !!?

(Estais todos a dormir, dasss...)

abril 09, 2007

Não deixem de ir Ver

Duas exposições da autoria do fotógrafo Georges Pacheco a decorrer no Silo-Espaço Cultural do NorteShopping ( Porto)

O Olhar dos cegos

A Memória das Lágrimas
Venham de lá as vossas dicas, por onde hei-de começar ?

Quero iniciar-me na pintura mas preciso da vossa ajuda. Não sei pintar mas não é isso que interessa, apenas quero lançar tintas na tela e ver a borrada que "Dali" sai. E então depois pode ser, que verdadeiras obras "Dali" nasçam... As energias têm de sair por algum lado, o sexo ajuda mas não sai tudo!!! E estando ocupado sempre ajuda a não pensar, que é uma coisa que me cansa em demasia! (nem vos conto o quanto)

Obrigado e Boa semana

PS- Só quero pintar com tintas acrílicas, manias...

abril 07, 2007

Abençoada Páscoa...

abril 05, 2007

O Regresso...

Tentei rebocar os meus pés até ao fim do mundo, como eles não me acompanharam...voltei !
Partindo, ficando...

Porque se parte sempre, mesmo ficando ?
Porque se fica sempre, mesmo partindo?
Vontades...

Gostava tanto de morrer a dormir...tal e qual o meu Avô. E não a gritar como os passageiros da camioneta que ele ía a conduzir.

abril 01, 2007