maio 09, 2007

A coisa...

Tenho uma coisa para dizer. Mesmo que não percebam não interessa, porque não é por isso que vou ou não deixar de dizê-la, é por pura necessidade de querer deitar cá para fora, aquilo que quero que seja dito (coisas minhas, muito minhas...) . Muito do que vou dizer, pode ser, e possívelmente será imcompreensível. Há coisas que não são para se perceberem, esta é uma delas, mas a culpa é minha. A culpa é exclusivamente minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Serei muito claro, e o mais breve possível. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. Mas pensando melhor...

É favor não incomodar...


maio 08, 2007

Aviso:

O conteúdo deste Post foi retirado por motivos pessoais !

Dúvida do Ministério da Soltura:

Não comentam por causa do cheiro, ou...por algo mais ?

Post: Profissão injusta

Peciscas said...

Ó Finúrias, essa é uma questão eminentemente social, de complexa análise.
Depende dos contextos. Se for naqueles países tipo Eritreia ou Sudão, o problema nem se põe porque ali, como não se come, não se caga. Mas se fôr para os lados "da linha do Estoril", as tias não dirão que comem, mas sim que "degustam". E, cagar, nem pensar, dirão que "expulsam os subprodutos". Quanto a nós, comuns mortais, tanto somos o que comemos como o que cagamos, pois os médicos passam a vida a questionar-nos sobre essas duas matérias e raramente chegam a uma conclusão definitiva. Mas, é preciso não esquecer que há por aí muitos figurões que se estão a cagar para nós...

Hoje matar-te-ei !

Hoje matar-te-ei! Até já comprei o corpete roxo debruado a lilás com cinto de ligas a condizer para sobressaírem as mamas e espetar de sobremaneira o rabo de propósito para esta ocasião.

No filme das memórias mais do que os orgasmos que me provocaste pesa a tua continuada indiferença como se me apagasses do teu campo de visão. Nos meus passos para flutuar já segui para uma depilação integral, uma esfoliação do rosto e até fui ao doutor da cabeça que me estica os cabelos como quem doba seda. Mimos!

Quando hoje me encontrar com aquele gajo que anda com o pito aos saltos para me pranchar, farei dele as tábuas do teu caixão. Portátilzinha como sou, cada introdução dele será uma limpeza anti-vírus ao meu sistema e depois cumpro em mim aquela regra básica de resolução de problemas em informática: sair e voltar a entrar.

Resposta ao Desafio por: Maria Árvore

maio 07, 2007

Amigos para sempre...

Ela - Não entendo como continuamos tão Amigos, mesmo estando eu casada e tu não, e continuar-mos a...percebes ?

Eu - Sexo não tem que significar ruptura de amizade. O segredo está em não nos deixarmos envolver !

Ela - Vamos ?

Sejam Amigos para sempre...

Hoje matar-te-ei

Sinto-me seca de pensar sempre e para sempre no torvelinho de imagens que me projectas, que te projectei em danças enroladas nos corpos suados descompassados, corredor que nunca acaba em portas que não me permito abrir, e tu logo ali na janela a ver-o-mar.
E eu olho-te e só vejo o sol a derreter-me a tinta do cabelo.
Sendo assim, hoje matar-te-ei dentro de mim.

“Cadáver de sexo feminino caucasiano, encontrado por pescador no fundo da falésia, em estado avançado de decomposição. Causa de morte, múltiplas fracturas e esmagamento de impacto.

Suicídio?”

Resposta ao Desafio por: j.p

Já compraste o teu ?

maio 06, 2007

Se eu fosse...

A Sô Dona Fatylyly desafiou-me, portantos cá vai :

Se eu fosse...
Se eu fosse uma hora do dia, seria ...qualquer hora da madrugada
Se eu fosse um astro, seria...Íxion
Se eu fosse uma direcção, seria...a direcção que ficou para trás
Se eu fosse um móvel, seria ...uma estante (cheia de livros)
Se eu fosse um liquido, seria... Café
Se eu fosse um pecado, seria ...cobiça (a mulher do meu vizinho)
Se eu fosse uma pedra, seria ... Crisoprásio
Se eu fosse uma árvore, seria ...Salix babylonica (Chourão)
Se eu fosse uma fruta, seria ... Cassis (groselha preta)
Se eu fosse uma flor, seria ... centáurea da montanha
Se eu fosse um clima, seria ...frio
Se eu fosse um instrumento musical, seria ...o Tímpano
Se eu fosse um elemento, seria ...água ( chuva)
Se eu fosse uma cor, seria ... o preto
Se eu fosse um animal, seria ...camelo (já só falta a bossa)
Se eu fosse um som, seria ...o som do silêncio
Se eu fosse música, seria ...In Existence
Se eu fosse estilo musical, seria...Blues / Gospel
Se eu fosse um sentimento, seria ... um misto de todos...
Se eu fosse um livro, seria ...Cão como nós (Manuel Alegre)
Se eu fosse uma comida, seria ...salada
Se eu fosse um lugar, seria ... o pico de uma montanha
Se eu fosse um gosto, seria ...amargo
Se eu fosse um cheiro, seria ... cheiro a café quente
Se eu fosse uma palavra, seria ...Olá
Se eu fosse um verbo, seria ...Olhar
Se eu fosse um objecto, seria ... caneta
Se eu fosse peça de roupa, seria ...cachecol
Se eu fosse parte do corpo, seria ...olhos
Se eu fosse expressão facial, seria ...expressão parva
Se eu fosse personagem de desenho animado, seria ... Calvin
Se eu fosse filme, seria ... Cyrano de Bergerac
Se eu fosse forma, seria ... disforme
Se eu fosse número, seria ... O
Se eu fosse estação, seria ... Inverno
Se eu fosse uma frase, seria ... " Quem nasce torto nunca se endireita "

Agora parece que tenho de passar este desafio a 5 leitores, então seja, aos primeiros 5 a comentarem !

maio 05, 2007

Desejamos um bom fim de semana

Pergunta do Dia

Vinum bonum loetificat cor hominis ?

Hoje matar-te-ei (mesmo se já "morreram" os suficientes)

-Matar deve ser, mais coisa menos coisa, como morrer. No final de contas, perde-se uma vida, de quem pouco importa, eu acho. Quem mata padece do desejo de dizer um adeus permanente. Quem morre, permanentemente se está despedindo. E eu aqui pensando-nos numa daquelas arenas romanas, cada um tentando ferir o outro com o olhar até que um de nós caísse por terra. Eu brandindo um gládio feito de raiva contida, agitando-o até quebrar tudo em meu redor, até, violentamente, desapareceres da minha ideia. Ainda ontem te amei...
-Fiz o quê?
-Tive-te a jeito, rodei-te a cintura, encostei-te e prendi-te as costas no meu peito, apreciei a fragilidade do teu pescoço, e apreciei que o teu pescoço fosse frágil.
Ontem mesmo te amei como te tenho vindo a amar, faço como se fosses o mundo inteiro e atiro-me, feito em napalm. De noite tu dormes. . .eu choro, à velocidade de renovação das lágrimas.
O que importa aqui é que um de nós morra, à revelia da minha covardia, é este o princípio do nosso eterno renascimento. Quero propôr-to, descaradamente, quero contar-te esta minha lucidez, em vez de deixar uma tímida mensagem no teu gravador – "Hoje matar-te-ei". Prepara-te, porque levarei esta minha loucura até à última instância. Entrego-lhe o meu destino, entrego-lhe o teu.
-É assim o jogo dos insanos. Perdoa este aviso de quem te ama.

Resposta ao Desafio por: SilentFreak

maio 04, 2007

Leituras

Uma Família Feliz

"As famílias separam-se cada vez mais, porque não podem viver juntas. Tenho para mim que o homem, como a mulher, não nasceu para viver em grupo. Uma casa de banho, por exemplo, jamais se deveria partilhar. Não dá jeito. É embaraçoso. Faz prisão de ventre. Defecar (fazer cocó) é um direito básico, a cujas sequelas atmosféricas ninguém deveria estar sujeito. Sobretudo em casas de banho interiores. Se se quer conservar a família, é preciso mantê-la afastada. Mesmo contra a vontade."

In: "Último Volume" Miguel Esteves Cardoso

Ute Lemper

Hoje na Casa da Música, a partir das 22 horas

Fico à vossa espera...
até logo !

maio 03, 2007

Lembras-te ?











Leituras

O Medo

"Um homem que tinha muito medo de todos os animais que rastejavam, decidiu (por fim) ir viver para uma montanha muito alta."

In: "O senhor Brecht" de Gonçalo M. Tavares

Pergunta do Dia

Tenho uma oferta de trabalho para o Congo, para fazer aquilo que mais odeio como profissão. A questão não é essa, mas sim o facto de não ter nada, absolutamente nada que me prenda por cá. Por isso pergunto-vos:

O melhor é partir quando já nada resta ?

Award

Muito Obrigado Sininho por me Óscarizares com este galardão, por ser um dos blogues que não te dão muito que pensar.

Agora tenho de nomear 5 blogs, mas vou quebrar a regra e Óscarizar todos aqueles que por aqui passeiam.

Bem hajam

QUE TODOS ELES VÃO À M-E-R-D-A !

ÁMEN

maio 02, 2007

Hoje matar-te-ei! Era com esta sentença ameaçadora como mensagem pessoal, que nos últimos dias se apresentava no MSN.

Muitos nem sequer tocaram no assunto limitando-se a pensar que teria enlouquecido de vez. Outros, os mais íntimos ou menos envergonhados, perguntaram-lhe de caras quem seria a vitima. Tão enigmática como a frase foi a resposta que deu sempre "é apenas uma operação de marketing".

Desde o momento em que escreveu aquele "hoje matar-te-ei" que sabia que tinha que passar à acção. Durante dias considerou todas as hipóteses, imaginou todos os cenários possíveis – a vítima que sucumbe de prazer, a que no auge da paixão sente o frio da lâmina do punhal a trespassar-lhe a carne, aqueloutra que apanhada de surpresa no meio das rotinas diárias só se apercebe do que lhe vai acontecer no momento em que vê o clarão da arma que acabou de disparar contra si, até mesmo a velha hipótese de envenenamento foi considerada. Em teoria, todas as hipóteses lhe agradavam, até mesmo a mais fantasiosa envolvendo vampiros, lobisomens e noites de lua-cheia. Mas sentiu-se incapaz de levar a cabo acções tão dramáticas, nenhuma lhe agradou realmente.

Tanto mistério para nada pensaram todos uns dias depois quando, através do seu blog, ficaram a saber – "hoje matar-te-ei" tinha sido "apenas" mais um desafio para um escrevinhanço. Um desafio a que mais uma vez não soube resistir...

Resposta ao Desafio por: Atlantys

maio 01, 2007

Maio Vs Bruxas

Na véspera de 1º de Maio é tradição de se por na porta de casa as maias - giestas floridas , para que o mau olhado ou as bruxas não entrem. Embora eu acredite que três em cada dez casas portuguesas, sejam habitadas por bruxas...

Andavam por aí a vender a € 1,50 o ramo...
parece que nem as maias escaparam à inflação !!

- Hoje matar-te-ei! – gritava ela a plenos pulmões, os olhos semicerrados, a boca raivosa. Ia pelas ruas e gritava-o a quem quer que fosse. Era uma mulher relativamente nova, contudo ninguém lhe adivinhava a idade, bastante bonita, apesar do bigodaço e das roupas sujas e rotas. Usava o cabelo castanho aloirado, desgrenhado e oleoso, meio escondido por um chapéu velho. Fosse Verão ou Inverno aquela gabardina, preta em tempos, acompanhava-a para todo o lado. - Hoje matar-te-ei! – repetia ela até à exaustão. Ninguém a levava a sério, obviamente, apesar de não se saber ao certo o que a tinha levado a andar assim pela rua, naquele espalhafato... E davam-lhe roupa e comida e até algum dinheiro. - Hoje matar-te-ei! – dizia ela no seu português claro e preciso, com uma tal dicção que só poderia pertencer a uma voz de rádio.O senhor Américo, que tinha uma loja dos trezentos, resolveu pô-la a trabalhar com ele, com contrato e tudo! Via nela a sua falecida filha, eram tão parecidas... Ela aceitou a custo desfazer-se da gabardina e vestir por cima da roupa uma farda, um bocado pimba, que o senhor Américo, alfaiate no passado, tinha criado lá para a loja. Era uma coisa linda de se ver, de cada vez que atendia um cliente dizia-lhe ela na sua voz de anjo entorpecido: - Hoje matar-te-ei! Obrigada, tenha o resto de um bom dia!Um dia, o senhor António lá a convenceu a ir a casa dele. Já lhe tinha oferecido cama e comida muitas vezes, recusava sempre. A esposa sorria de felicidade. Foi ela quem lhe tirou as roupas e as pôs no lixo, a enfiou de molho na banheira e a lavou com as próprias mãos, enxugou-a, e penteou-lhe o cabelo, que afinal era mesmo loiro. No fim mostrou-lhe o quarto que iria ser seu enquanto o quisesse. Ela sentou-se na cama e chorou que nem uma desalmada. A esposa do senhor Américo sentou-se à beira dela, abraçando-a como só as mães sabem fazer. Então, numa voz meio tremida, meio apagada, ela contou à bondosa senhora que um dia tinha sido violada pelo pai e que, quando se conseguiu libertar dele, lhe gritou a frase de todos conhecida. Saiu de casa e passou o dia a pensar na vingança. À noite, quando estavam à mesa, entrou em casa, agarrou no cutelo da cozinha e, chamando cabrão e filho da puta ao pai, surpreendeu-o com três machadadas na cabeça e fugiu. A mãe assumiu as culpas do crime, ao fim de um mês de prisão suicidou-se. E ela, adolescente, que nada tinha, sem nada ficou, errante pelas ruas. A esposa do senhor António, horrorizada, disse-lhe que agora ia correr tudo bem, que ela devia era esquecer o passado e pensar no presente e no futuro. P'ra começar, o melhor era deixar de dizer aos clientes que os matava, ou a loja ainda ia à falência. Riram-se as duas. E assim ficaram, mais um pouco, abraçadas, a sentir aquela humanidade que cura almas e afasta infernos...

Resposta ao Desafio por : Fábula

Vou-te enterrar hoje.
Afinal esta um belo dia para tal ...
Não esta nem muito frio, nem muito calor ...
Não é cedo nem é tarde.
Existem dias assim, simplesmente, Perfeitos!
Bem, morto já tu estas a anos ...
Anos luz, para ser mais precisa.
Hoje, apenas irei oficializar o acto!
Gosto destas coisas de cerimónias.
Contudo, caso não tivesses morto ,
Hoje matar-te-ia - sei lá ...
Apetece-me!

Resposta ao Desafio por : Ana

abril 30, 2007

Perguntas do Dia:

O tempo põe a descoberto os falsos e fingidos ?

Sempre que se olha vê-se tudo, ou apenas o que interessa ?