"Um dia vou construir um castelo... "
(Fernando Pessoa)
junho 06, 2007
junho 05, 2007
Reposição (III)
junho 04, 2007
Evacuação Mental...
As pessoas normais não me entendem . Das duas uma : Ou são estúpidas, ou são trengas !(Bem...acredito que sejam mesmo trengas !)
É favor ler o post anterior
Obrigado e boa Semana
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Obrigado e boa Semana
junho 03, 2007
Desafio
A exposição de que falo no post anterior, deu-me uma ideia, e daí o Desafio:
Fotografem com os vossos telémoveis, (ou máquina fotográfica) quatro momentos no espaço de um dia. Depois postem nos vossos Blogs as imagens com texto, a explicar o momento das mesmas !
(Se não gostaram do Desafio...esqueçam)
Fotografem com os vossos telémoveis, (ou máquina fotográfica) quatro momentos no espaço de um dia. Depois postem nos vossos Blogs as imagens com texto, a explicar o momento das mesmas !
(Se não gostaram do Desafio...esqueçam)
À Manhã

“À Manhã” é uma produção do Teatro Meridional, que a partir do texto original de José Luís Peixoto levou ontem à cena no Auditório Municipal. Foi uma excelente surpresa, muito bem conseguida e hilariante até ao final. Bravo :)
Algures num lugar do Alentejo, sofrendo a desertificação dos lugares onde a pressa nunca chegou, cinco personagens, três mulheres e dois homens, caminham a vida pelo tempo das estações. E as estações têm Primaveras e Segredos, enganos e Verões, beijos nunca dados e um Outono onde se retarda o último frio.
junho 02, 2007
Stabat Mater (Maiores de 18)
Cai o pano:
Maria entra em cena, à procura do filho desaparecido. Ex-prostituta, ou dito da forma mais crua sem florzinhas, como tudo deve ser dito, porque eu acho que sim. Puta é o que a Maria é, ou era. A Maria é uma Ex-puta mergulhada na puta da miséria que é a sua vida, sozinha, porque as putas estão sempre sozinhas, são abandonadas, mesmo quando abrem as pernas para lhes forarem os ovários ou dar umas voltas na boca e terminarem nas mamas, Maria nunca deixa de estar sozinha. Resignada e cheia de ódio contra a sociedade, contra todos. Mãe solteira, tudo faz para dar ao filho, vende em qualquer praça roupas e outras merdas, e se for preciso vende-se a si mesma por poucos escudos, desde que lhe dê para comer, e ao filho, que é uma “cabeça”. A inteligência aos pobres não serve, não fica bem. Chama por João para saber do filho. João é o pai que só a emprenhou porque não gostava de usar a borrachinha, e que nem sequer deu o nome à criança. “Vamos ali a uma velha que trata disso, com agulhas de tricôt, eu dou mil paus, e tu Maria outros mil, demora pouco” Que bom filho da puta me saíste João ! Todos lavam daí as mãos , senão puderem lavar as duas então lavam apenas uma das mãos, o que importa é lavar as mãos de todas as situações, pois claro, e tu lavas as tuas João. Cada um por si, mais nada, a puta da realidade é assim. Imagem marginalizada, linguagem de rua, verdades e comicidades irresistíveis, sobressai a heresia própria da vida, heresia uma merda é o que é, dito da forma que deve ser dito, dito de dor que não serve nem salva, não serve nem salva, não serve nem salva, não serve nem salva. A peça termina com Maria a ir lá para fora à chuva sem que ninguém lhe empreste um guarda-chuva. Emprestar ? Sacar , sacar é o que toda a gente quer, sempre, sempre e sempre...Maria amanhã continuará à procura do filho, sozinha, claro !
Bom fim de semana
(durmam descansadinhos...)
Inté...
Maria entra em cena, à procura do filho desaparecido. Ex-prostituta, ou dito da forma mais crua sem florzinhas, como tudo deve ser dito, porque eu acho que sim. Puta é o que a Maria é, ou era. A Maria é uma Ex-puta mergulhada na puta da miséria que é a sua vida, sozinha, porque as putas estão sempre sozinhas, são abandonadas, mesmo quando abrem as pernas para lhes forarem os ovários ou dar umas voltas na boca e terminarem nas mamas, Maria nunca deixa de estar sozinha. Resignada e cheia de ódio contra a sociedade, contra todos. Mãe solteira, tudo faz para dar ao filho, vende em qualquer praça roupas e outras merdas, e se for preciso vende-se a si mesma por poucos escudos, desde que lhe dê para comer, e ao filho, que é uma “cabeça”. A inteligência aos pobres não serve, não fica bem. Chama por João para saber do filho. João é o pai que só a emprenhou porque não gostava de usar a borrachinha, e que nem sequer deu o nome à criança. “Vamos ali a uma velha que trata disso, com agulhas de tricôt, eu dou mil paus, e tu Maria outros mil, demora pouco” Que bom filho da puta me saíste João ! Todos lavam daí as mãos , senão puderem lavar as duas então lavam apenas uma das mãos, o que importa é lavar as mãos de todas as situações, pois claro, e tu lavas as tuas João. Cada um por si, mais nada, a puta da realidade é assim. Imagem marginalizada, linguagem de rua, verdades e comicidades irresistíveis, sobressai a heresia própria da vida, heresia uma merda é o que é, dito da forma que deve ser dito, dito de dor que não serve nem salva, não serve nem salva, não serve nem salva, não serve nem salva. A peça termina com Maria a ir lá para fora à chuva sem que ninguém lhe empreste um guarda-chuva. Emprestar ? Sacar , sacar é o que toda a gente quer, sempre, sempre e sempre...Maria amanhã continuará à procura do filho, sozinha, claro !
Bom fim de semana
(durmam descansadinhos...)
Inté...
junho 01, 2007
maio 31, 2007
Stabat Mater (finalmente no Porto)
Reposição II
maio 30, 2007
47 mil bagagens perdidas na TAP
De uma lista de 24 companhias aéreas europeias, a portuguesa é assinalada como a que mais malas perde de vista: 29,9 por mil passageiros, só durante o primeiro trimestre deste ano. Em três meses, foram registadas 47 584 ocorrências, uma média de 529 por dia.
Nunca tive destes problemas com as malas, nunca me desapareceu nenhuma, mas também nunca viajei de Avião !
Nunca tive destes problemas com as malas, nunca me desapareceu nenhuma, mas também nunca viajei de Avião !
Memórias...

Em tempos atravessei imensas vezes, estas já seladas portas. Depois aguardava sentado nos bancos que já não existem, à espera do comboio que me ia levar até ao Porto. A tendência do olhar, fixava-se no Relógio da Estação. Pois era ele que marcava as chegadas e as partidas. A última partida foi às 12 horas, e a minha também. (Assim reza o Relógio )
In: Revelando (2005)
Porra, que saudades carago !!!
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