junho 24, 2007

O Labirinto de Fauno

Um dos melhores filmes que vi ultimamente

junho 23, 2007

Noite de S. João

Espero hoje conseguir dar uma martelada na minha vizinha...

Conversas com Agustina Bessa Luís


Eu: Como se faz um escritor ?
Agustina: Não se faz, nasce-se.
Eu: E para que servem os Workshops de escrita ?
Agustina: Servem apenas para os escritores.
Eu: Obrigado Agustina, estava à espera dessas respostas.
Sorriu e deu-me um Abraço...

junho 22, 2007

Última hora / Meteorologia das Pescas

“Se amanhã chover durante todo o dia, vai haver Sardinhas com fartura” (logo, mais barata a festa)

Boas festas...

Inquérito da DECO

Viseu, Castelo Branco, Aveiro, Bragança, Viana do Castelo e Braga são as melhores cidades para viver, enquanto Setúbal, Lisboa e Porto são as piores.

Castelo Branco não pode ser...aquilo é do piorio !!!

Divagando

Todas as conversas que na vida real nunca poderei levar a cabo, vão-se depositando no diário...

junho 21, 2007

Na véspera do dia dos meus anos

Texto - Encandescente
Voz -
Toze

Nietzsche

"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia."

Ninguém



Estava um dia de chuva, com o sol à espreita, como quem não quer aparecer. A brisa de tão leve que era nem parecia vento, nem se ouvia . Na rua vazia o som da água a poisar no caminho. Entrei no café, procurei uma mesa ao canto, onde pudesse ver tudo à minha volta, sem que reparassem em mim. Cheguei mais cedo do que o combinado, talvez uma meia hora mais cedo. Ela chegou passada uma hora. Entrou calmamente, aproximou-se, pousou as chaves em cima da mesa, e sem me olhar desde que entrara, disse: "Estou cansada de ti". Respondi: "mais tarde ou mais cedo toda a gente se acaba por cansar dos outros" Não me olhou, disse Adeus e saiu, calmamente, tal como entrara. Acabei de tomar o café já frio, gelado, (como o Adeus) e saí, sem pressas. Entrei no carro, liguei o rádio, a ignição, arranquei em direcção a casa pelo caminho mais longo. Pelo caminho que nunca fizera. Pelo caminho que nunca esperaria fazer. Não tinha pressa. Hoje, também não tenho pressa . Quando chegar a casa, sei que não vou ter ninguém à minha espera !

junho 20, 2007

Já não há respeito !

Às tantas a minha ajudante diz:

"Enquanto eu sou gorda e feliz, você é magro e trengo"

(como não sou magro, não percebi !!!)

junho 19, 2007



Já tentei mais do que uma vez mas não sai. Não vale a pena forçar, porque não sai mesmo. Por vezes acontece tentarmos uma , duas, três e mais vezes, e Nada ! (Não, não estou a falar de Obstipação) . Tem-se a ideia daquilo que se quer, mas uma e outra ideia, surgem ao mesmo tempo, e aí, o atropelo, a confusão total ! Não é bem uma branca daquelas momentâneas, que logo logo passam, mas sim uma paleta recheada de palavras brancas, que duram à bastante tempo, e perduram numa espécie de labirinto. Talvez mais tarde consiga unir cores na paleta de palavras brancas, e construir tudo o resto. Talvez mais tarde, muito mais tarde...

junho 18, 2007

junho 14, 2007


"Quando o Inverno chegar"

Teatro São Luiz , até 30 de Junho

"Um sanatório acolhe 3 homens com problemas respiratórios, mas na verdade eles foram ali deixados pelas famílias. Passam o tempo a fantasiar sobre a vida passada e futura longe daquele lugar."
(Lá vou ter de ficar à espera que a peça chegue ao Norte !)

Que belo tempo !


vou ficar aqui sentado no meu banco, a levar nas trombas com esta chuva e este vento!
(O melhor é que este tempo se vai prolongar pelo fim de semana...)

junho 12, 2007

Apeteceu-me...

Na hora de pôr a mesa



Na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. Depois, a minha irmã mais velha
casou-se. Depois, a minha irmã mais nova
casou-se. Depois, o meu pai morreu. Hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viuva. Cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. Mas irão estar sempre aqui.
Na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
Enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.

José Luís Peixoto, A Criança em Ruínas

4 Momentos de um Dia

Desafio aceite por :

Peciscas Mónica Wind Mushu Atlantys Lúcia

junho 10, 2007


-----------Sempre...
------------------os mesmos rostos
---------------------------os mesmos nãos !
---------Sempre eu aqui
--------------------Sempre tu aí...
------------------------------nem sempre os mesmos ais
--os mesmos gestos
----------Sempre Tudo
---Sempre o mesmo Nada...
-----------------------------o mesmo dizer
----------------Sempre o mesmo sentir...
-------------------------------Passos que não meus,
----------sempre os mesmos
-----a pisar-me !
----------------------Sempre a mesma estrada
-----------------------------------o mesmo caminho...
----deixar------- pensar----------- seguir
ir ir ir...
-----------------Sempre os mesmos dias
----------------o mesmo ninguém
...sempre eu
-------------------------Parar...
-------------Gritar- -------------------Não
-----------Inventar uma partida
----------------------------...para regressar !
-----Ninguém sabe de nada , nada, nada...
-----------Sempre Nada...
-------------------------------Tudo...
------------------------------------Mesmo...