julho 27, 2007

Venda de livros solidária


Livros novos e usados à venda a partir de hoje no Mercado do Livro, no NorteShoping. Organizado pelos Médicos do Mundo, com fim a angariar fundos para os projectos de apoio aos sem-abrigo e ao combate à solidão dos idosos. Até 2 de Agosto.

Boas compras

julho 26, 2007

Coisas da Vida...

Tenho pena de não ter conhecido nenhum dos meus Avós, já estava tudo morto quando nasci. Devo ter perdido muita muita coisa. Além de uma "herança", perdi também o não saber, o que é ser Neto, e isso não lhes perdoo. Agora que falo nisto, nem sequer me lembro dos nomes deles, aliás, acho que nunca soube !!!



"Nunca tenham filhos, tenham apenas netos"
(Gore Vidal)

A Frase...

"Nunca pensei ser apanhado, muito menos por Portugueses !"
(El Solitário)

julho 23, 2007

"Crónicas Portuguesas"

(Agrelos, Serra do Barroso 1981)
"Esta fotografia é de uma reportagem sobre as debulhadas. Era Verão fazia muito calor. Uma mulher que estava à janela convidou-nos a beber um copo de vinho. Disse-lhes que as ia fotografar e elas puseram-se nesta posição. São mãe e filha, e esta pôs o cão sobre os joelhos. Vi nele o filho que ela não teria. Foi algo perturbador: há uma evidência de pobreza, mas ao mesmo tempo uma dignidade impressionante." (Georges Dussaud)
Exposição retrospectiva do fotógrafo Georges Dussaud, a decorrer no Centro Português de Fotografia - Porto

Fotografando...








Boa Semana...

julho 21, 2007

Foda-se ou Mal de Montano...

Hoje acordei como Dostoievski nos seus cadernos do subterrâneo !

Renúncia

Se agora escrevesse,
Escreveria náusea
Escreveria vómito,
Escreveria vazio e esquecimento
Escreveria dor e sofrimento,
Escreveria partida
Escreveria silêncio
Escreveria mordaça.
Se agora escrevesse ver-me-ia nua
Veria a verdade dura e crua,
Se agora escrevesse doeria mais.
Por isso recuso à página a palavra
Recuso ao verbo a conjugação
Recuso à frase o enunciado,
E desprezo poesia e escrita
E maldigo infortúnio e fado
E renuncio ao futuro
E renego o presente
E olvido o passado.

Por: Bela Encandescente

Recuso, renego, desprezo, renuncio...e tudo !

julho 19, 2007

De que é que vou falar !!

Uma folha de texto em branco à minha frente no monitor. 50 minutos passados, e continuo aqui sentado à espera que me venham as palavras. Devem estar lá ao fundo, escondidas...
Estar comigo, ficar...

Desafio (Texto XX)

No 52...já ninguém mora !

Já te disse!
No 52...já ninguém mora!
Desde que te foste
ficou vazia a casa
só cheiínha de ecos;
agora a porta
já não faz aquele ranger
De dobradiças sequiosas
como corações partidos
à espera dos "gatos" da loiça...
mas sei que pela calada da noite
alguém, vem chamar por ti
e chora...
talvez seja o vento
a passar pelas friestas
que foram alargando
como chinelos velhos
ou pelas vidraças partidas
que parecem bocas
na muda de primeira dentição...
ou talvez seja a saudade
daquele tempo fugaz
em que tu e eu
infantilmente, juramos
nunca deixar de andar
de mãos dadas!
Nunca mais lá morou ninguém
depois da tua partida
apenas o vento!
E, se ligaste por isso
creio que já dissemos tudo...
no 52...já ninguém mora
só o passado!...

Texto enviado por:
Maria Mamede

julho 17, 2007

Escritos de ontem...

"A democracia é um mecanismo que garante que nunca seremos governados melhor do que aquilo que merecemos"
(George Bernard Shaw)

Não merecemos, pois não ?

Nasceu bêbado !!!


Um bebé do sexo masculino nasceu "bêbado" na Polónia. A mãe deu entrada no hospital com uma ramada ( bebedeira) descomunal, o que levou os médicos a fazerem o teste ao recém-nascido. Com apenas 12 horas de vida, o bebé tinha no sangue uma taxa de álcool seis vezes superior à permitida por lei: 0,2 g (na Polónia). Um dos clínicos declarou que o bebé já estava bêbado mesmo antes de nascer. A taxa de álcool no sangue do recém-nascido, 1,2 gramas, corresponde a uma garrafa de vinho e dois litros de cerveja num adulto.
Agora o puto rejeita todo o tipo de leite que não seja o da Mãe, e já não se deve rir tanto...digo eu !

julho 16, 2007

A minha primeira experiência de pintura

Acrílico sobre tela

A minha música...

Bala-mensagem

"não pode ficar sentada no meio da passadeira, só se tiver mesmo morrido, está a atrapalhar o trânsito todo, olhe que há pessoas que querem ir para casa."

Desafio (Texto XIX)



No 52...já ninguém mora !

Quando por lá passo afasto os passos, como se me fosse ainda penoso espreitar os dias. Piores as noites, não as primeiras porque dessas ficaram raios de sol e búzios a murmurar segredos ao ouvido. Segredos bons, segredos do prazer aprendido a dois, rendição ao amor descoberto nos gestos novos, nos arrepios da pele sob os lábios inflamados, no gemer contido ainda pela estranheza do sentir.
Quando por lá passo preferia não passar. Não fosse este apelo dos passos a conduzir-me direita ao lugar de todas as coisas e eu fugia, escapava-me por entre a maré de memórias misturadas em azul e negro, os olhos baços perante as luzes intermitentes e ele a pedir-me perdão; e a ter de ir, de mãos presas e olhar assustado. Nada fazia sentido. Nada faz ainda sentido a não ser a impossibilidade da casa ser lar. Agora passo ao largo como se espreitasse não os búzios mas as pedras, as dores do frio das pedras a entranhar-se na memória. Passo de passos largos, a fugir de um aroma que se fez passado, a lembrar o dia em que o levaram dos meus braços; e as lágrimas em silêncio num pedido de desculpa surdo e côncavo.
No 52 já ninguém mora. Lá dentro, aprisionado pela tranca, ficou o amor. Não sei se resistirá ao mofo e ao silêncio.

Texto enviado por: Elipse

julho 15, 2007

Memórias...


Nunca sonhaste em ter uma casa no cimo de uma árvore ?
Em França, há uma empresa que realiza esse sonho. Depois do cliente imaginar o tipo de casa pretendida, um engenheiro agrónomo faz um diagnóstico da árvore escolhida para verificar a sua condição física. Em seguida estudam-se as condições climatéricas do local e só depois se procede à construção da cabana.

Vistas...



Resende 2007

O Tejo e a Ponte...



Lisboa 2007

Jardim Ary dos Santos


Foto tirada em: Santa Iria de Azóia 2007
Auto-Retrato
Poeta é certo mas de cetineta
fulgurante de mais para alguns olhos
bom artesão na arte da proveta
marciso de lombardas e repolhos.
Cozido à portuguesa mais as carnes
suculentas da auto-importância
com toicinho e talento ambas partes
do meu caldo entornado na infância.
Nos olhos uma folha de hortelã
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.
Poeta de combate disparate
palavrão de machão no escaparate
porém morrendo aos poucos de ternura.
In: Ary dos Santos - Fotosgrafias 1970.

julho 14, 2007

Já fui...

mas não quiseram nada comigo !!!

Vou dormir...