fevereiro 08, 2008

Euro-Milhões

Raisparta, ainda não foi desta !

Lá vou ter de desfazer as malas !!!

fevereiro 07, 2008

Um Post... lamechas

Estados de Alma. Vontades do momento. Desejos. Ou outras coisas mais que não interessam nada. Apetecia-me sair à rua de cartaz nas mãos, pedir abraços daqueles apertados, demorados, mas sobretudo, silenciosos. Abraços que nem toda a gente conhece !

Dito isto, pergunto-te :

fevereiro 06, 2008

Oferta

Dá-se cachorro meigo e brincalhão, com uma pata fodida

Aos interessados: Aqui

fevereiro 05, 2008

fevereiro 04, 2008

Palavras do Senhor

Que a chuva vos acompanhe nos caminhos turtuosos deste País-Carnavalesco

janeiro 31, 2008

Novelo

Acordei a cantarolar que nem um pardal ou pintassilgo, ou seria mais um canário, de olhar esgazeado e voz rasgada, com letras de Mariza Monte e sonoridades de Devestations num quase-filme de Dead Can Dance com tímbalos a encerrar o show. Uma sensação estranha e nada normal, visto não fazer parte da rotina dos meus dias a boa disposição, alegria ou felicidade, ou outros adjectivos terminados em um, Smile. Este não é o meu acordar, definitivamente. Volto a deitar-me virado para lugar nenhum (o melhor lugar) . Um emaranhado de visões à Maldoror, faz com que o cérebro pareça demasiado grande para o meu crânio. Algumas memórias atingem-me com a força de uma bola de demoliçoes. A memória tem essa força, quanto mais perturbadora mais persistente se torna. Fecho os olhos com força até doer e tento esvaziar a mente. Uma comichão nas bolas se apudera de mim. Consolo-me até à chegada do sono !

janeiro 29, 2008

A pergunta

O lugar de onde somos é aquele que estamos a deixar ou aquele onde temos as nossas raízes ?

janeiro 28, 2008

Sobre a bancada de trabalho tenho esta janela virada para o céu, e é daqui que vejo todos os dias as partidas e chegadas dos aviões. E é também daqui que todos os dias parto um pouco nessas viagens que nunca foram minhas.

Leituras

“Tenho noventa anos. Ou noventa e três. Uma idade ou outra.
Quando temos cinco anos, sabemos a nossa idade com uma precisão que chega aos meses. Mesmo quando temos vinte e poucos, sabemos quantos anos temos. Dizemos, eu tenho vinte e três ou, talvez, vinte e sete. Mas quando chegamos aos trinta, começa a acontecer uma coisa estranha. Começa por ser um mero soluço, um instante de hesitação. Que idade tens? Ora, tenho – começamos confiantes mas, a seguir, paramos. Íamos dizer trinta e três, mas não é essa a nossa idade. Temos trinta e cinco. E depois estamos incomodados, porque nos perguntamos se isto é o princípio do fim. É claro que é, mas irão passar décadas antes de o admitirmos. Começamos a esquecer as palavras: estão na ponta da língua mas, em vez de acabarem de se libertar, permanecem aí. Subimos as escadas para ir buscar alguma coisa e quando lá chegamos já não nos lembramos do que é que procurávamos. Chamamos o nosso filho pelos nomes de todos os seus irmãos e, por fim, pelo nome do cão, antes de chegarmos ao dele. Por vezes, esquecemo-nos de que dia é. E, finalmente, esquecemo-nos do ano. Na realidade, não se trata bem de eu ter esquecido. É mais como se tivesse parado de contar.
Tenho noventa anos. Ou noventa e três. Uma idade ou outra.”

“Água aos Elefantes” de Sara Gruen

janeiro 15, 2008

"As palavras dançam nos olhos das pessoas conforme o palco dos olhos de cada um."

Almada Negreiros - "A Invenção do Dia Claro"

Evite burocracias

janeiro 13, 2008

Leituras (não lidas)



Não, este não li, mas achei o título muito engraçado e a capa muito bem conseguida, mesmo sendo eu Benfiquista...e crescido :)

janeiro 12, 2008

«Não estou aqui a fazer poses»



Aos interessados :

A última entrevista que o Luiz deu antes de morrer, a 5 de Janeiro, é hoje publicada na Revista Tabu, suplemento do Jornal Sol (mas não comprem) . Comprei , li-a, e fiquei surpreso, algo não batia certo, o Luiz estava muito soft, resolvi ir ao site do Jornal, e reparei que a entrevista tinha sido completamente cortada do original !!! Agora sim, o Luiz como só ele, sem papas na língua, a voz incómoda, o verdadeiro. Podem ler AQUI a versão original !

Reflexão para o fim de semana

Comentário do Dia

(Em resposta à pergunta do post anterior)

"Já soube mas agora não me lembro. Acho que me esqueci. Embora me lembre que já soube, sinceramente não me lembro quando é que se me varreu. Tenho uma vaga ideia que sabia e recordo-me ter lembrado disso um dia em que estava a recordar as memórias que entretanto tinha perdido. E lembro-me que nessa altura ainda me lembrava. Mas são memórias bastante antigas que já devo ter esquecido. Pode ser uma amnésia passageira mas não me lembro de outra vez em que tenha esquecido. Além disso sempre tive dificuldade em decorar números. Se entretanto me lembrar volto cá. Admitindo que não me esqueço."

Por: ikivuku

janeiro 10, 2008

A pergunta:


Qual a distância entre a Memória e o Esquecimento ?

Leituras

"Estava a brincar com o pensamento. Era com o que mais brincava. Não tinha mais ninguém com quem brincar. Brincava a pensar em catástrofes, acidentes, doenças, mortes e outros danos irreparáveis. Então regozijava. Era um consolo que tudo pudesse ser pior, muito pior. Se o apartamento ardesse, por exemplo, na véspera de natal, a árvore podia pegar fogo e tombar por cima dos presentes e eu era o único sobrevivente e era encontrado nos escombros carbonizados da mãe e de Fred e de Boletta e tinha de ficar deitado ligado a uma máquina para respirar durante pelo menos três meses, enquanto dezoito médicos lutavam pela minha vida e pelo que restava de mim, então, a música seria outra. Seria, seria. Então, a maioria das pessoas que tinham feito pouco de mim iam ficar com tantos remorsos que viriam de joelhos pedir perdão, e os jornais iriam estar cheios de artigos sobre a minha sina, livros seriam escritos sobre mim, realizados filmes, quadros pintados e óperas compostas e, na verdade, essa era a única coisa que sonhava: que tudo ia ficar diferente, diferente do que era. Vi-me a andar por aí com a cara queimada enrolada em gaze, só e grandioso. Assim sonhava."

"Meio-Irmão" de Lars Christensen, pág 242

janeiro 09, 2008

Pensamento do Dia

" O que importa é que a mente vá funcionando em todos os segundos da nossa vida. Ao contrário dos telemóveis, que apenas vão funcionando, quando lhes dá na...rede! "

By: Fisolofo Finú

janeiro 08, 2008

Texto VI

Analfabeta-me

Tirem-me o A de todos os Amores vividos e por viver, o B dos beijos, a ver se me importo;

Tirem-me o C da Cama que levam também o C dos Cornos;

Tirem-me o D dos dias felizes ou o E dos Encontros que encontrarei outras formas de enfrentar a vida.

Tirem-me o G de todos os Gostos e eu arranjarei desgostos abençoados;

Tirem-me o H da História que às vezes me enfastia de tanto a saber de cor, o I das Ilusões efémeras, o J de todos os Jogos com falsas terminações e o L da Libido dos sábados à noite e eu terei todos os outros dias da semana.

Tirem-me o M das Melhores sensações que levam também o M dos piores Males.

Tirem-me o N das Noites mais suadas ou o O dos Ódios que nunca guardei para depois e eu suarei durante os dias mais gelados.

Tirem-me o P dos Prazeres benditos e eu converterei os malditos em satisfação.

Tirem-me o Q de todas as Questões impertinentes; o R dos Restos, o S da Sarna que em certos dias arranjo para me coçar.

Tirem-me o T de Todas as Tentações e eu tentarei tornar-me Tentadora.

Tirem-me o U do Último dia que preciso Urgentemente de adiar e o V das Vitórias mal digeridas.

Tirem-me também o X dos Xaropes que não curam e o Z das Zangas que nunca melhoraram.

Porém… deixem-me o F.

Depois de me tirarem todas as letras não poderei mais ser eu. Só me resta pois um grito: Fooooooda-se!!!!!!!!!!

Por: Fausta Paixão

Texto V

Este Galo canta há mais de um século, dizem. Se isto é verdade temos que o silenciar, porque começar a tentar sobrepor-se às nossas tradições e às melhores coisas que conseguimos levar da vida, é um poucochinho exagerado, não? Um prato de bacalhau com batatas regado com azeite galo não se assemelha a uma boa queca, nem por sombras.

A luz arroxeada com pálidas colorações argênteas da cidade, naquela alvorada, levaram-me a sair pelas ruas com o meu pai, num passeio inesquecível, com um amigo que eu sabia que andaria sempre a meu lado. A mão dele no meu ombro, áspera e acolhedora, leva-me a sentir à distância, a espuma das ondas que quebram violentas contra a suavidade das rochas cravadas ao longo das praias portuguesas, onde o sol de inverno, em tonalidades inesquecíveis, me inunda de memórias que não se comparam com nada deste mundo. A poesia sonora da guitarra portuguesa ouve-se ao longe, num gemido esculpido por gigantes abraçando as ruas de Lisboa. Se me sabia bem agora uma alheira ou uma posta de bacalhau? Até que sabia, mas porra!!! Vamos medir bem as nossas prioridades.

Por: Paulo Vinhal