Raisparta, ainda não foi desta !
Lá vou ter de desfazer as malas !!!

um quase-filme de Dead Can Dance com tímbalos a encerrar o show. Uma sensação estranha e nada normal, visto não fazer parte da rotina dos meus dias a boa disposição, alegria ou felicidade, ou outros adjectivos terminados em um, Smile. Este não é o meu acordar, definitivamente. Volto a deitar-me virado para lugar nenhum (o melhor lugar) . Um emaranhado de visões à Maldoror, faz com que o cérebro pareça demasiado grande para o meu crânio. Algumas memórias atingem-me com a força de uma bola de demoliçoes. A memória tem essa força, quanto mais perturbadora mais persistente se torna. Fecho os olhos com força até doer e tento esvaziar a mente. Uma comichão nas bolas se apudera de mim. Consolo-me até à chegada do sono !
isa estranha. Começa por ser um mero soluço, um instante de hesitação. Que idade tens? Ora, tenho – começamos confiantes mas, a seguir, paramos. Íamos dizer trinta e três, mas não é essa a nossa idade. Temos trinta e cinco. E depois estamos incomodados, porque nos perguntamos se isto é o princípio do fim. É claro que é, mas irão passar décadas antes de o admitirmos. Começamos a esquecer as palavras: estão na ponta da língua mas, em vez de acabarem de se libertar, permanecem aí. Subimos as escadas para ir buscar alguma coisa e quando lá chegamos já não nos lembramos do que é que procurávamos. Chamamos o nosso filho pelos nomes de todos os seus irmãos e, por fim, pelo nome do cão, antes de chegarmos ao dele. Por vezes, esquecemo-nos de que dia é. E, finalmente, esquecemo-nos do ano. Na realidade, não se trata bem de eu ter esquecido. É mais como se tivesse parado de contar.