Fiquem com as vistas sobre a Ponte Romana de Lindoso
um bom fim de semana !
uém tem, para além do mais, a vantagem de podermos descansar da pressão que é ter de decidir alguma coisa. Quando eu sigo uma pessoa não decido nada, apenas sigo essa pessoa. Quando ela chega a algum lado, aí sim, vejo-me obrigado a decidir o que fazer. Daí a frustração que sinto quando vejo as pessoas chegarem ao seu destino. Um barco só é barco quando anda na água. Quando chega a uma margem qualquer deixa de ser barco. A margem é sempre mais importante que o barco, eis o que é importante entender. É necessário mantermo-nos no meio do mar ou da cidade se queremos continuar a ser pessoas. É isto que eu penso. Porém, na verdade, saí de casa e perdi-me. Já não sei qual o caminho de regresso. Por isso sigo as pessoas.
Para a diminuição de acidentes de tráfego. Pintar as estradas de um azul claro. Inventar um alcatrão dessa cor. Aumentava de certeza a tranquilidade, a calma. Percorrer depois essas estradas tornar-se-ia um vício, um vício bom. Estradas de azul claro, clarinho. Resolveriam muita coisa.
e aqueles que não podem viver sem o olhar de uma multidão de olhos familiares. São os incansáveis organizadores de jantares e de coktails. São mais felizes que os da primeira categoria porque, quando estes perdem o público, imaginam que as luzes se apagaram para sempre na sala da sua vida. É o que, mais dia menos dia, lhes acontece a todos. Os desta segunda categoria, estes sim, acabam sempre por conseguir arranjar os olhares que precisam. Vem em seguida e terceira categoria, a categoria daqueles que precisam de estar sempre sob o olhar do ser amado. A sua condição é tão perigosa como a das pessoas do primeiro grupo. Se os olhos do ser amado se fecham, a sala fica mergulhada na escuridão. Finalmente, há uma quarta categoria, bem mais rara, que são aqueles que vivem sob os olhares imaginários de seres ausentes. São os sonhadores.”
Nesta época de teclados, é raro receber ou escrever uma carta escrita à mão. A evolução é necessária, mas por outro lado perdem-se valores e hábitos.
Sou saudosista de alguns gestos simples que as cartas escritas à mão, levavam ou traziam...
"Na circunstância certa, somos todos capazes dos mais terríveis crimes. Imaginar um mundo onde isso não acontecesse, onde cada crise não resultasse numa nova atrocidade, onde todos os jornais não estivessem cheios de guerra e violência, seria imaginar um mundo onde o ser humano deixasse de ser humano."
