Em três penadas a questão é que já há mais de um ano que amarinhava pelo Pitinho acima e abaixo que nestas coisas do sexo importa menos a posição do que o turbilhão das sensações e já dizia o nosso rei poeta D. Dinis que nem sempre galinha, nem sempre rainha. E como um verde branco ele continuava a saber-me a fresco e a dar-me aquele piquinho no palato e noutros pontos também húmidos mas mais carnudos do meu corpinho que me davam os momentos de estremecimento aos sacões e balbúcios desconexos. Só que o moreno amigo de longa data que nos acompanhava nas farras e mais encorpado como um bom tinto alentejano chamava por mim pelos olhos escuros e intensos como quem diz papa-me todo e era difícil desprezar aquelas nádegas sólidas que me davam formigueiro nas mãos. Vai daí comecei a fazer assaltos ora com um ora com outro.
Só que carregar o pecado da omissão todos os dias não era piedoso para nenhuns dos três, como se tivéssemos aderido à moda da promiscuidade entre funções públicas e privadas e ultrapassado o impacto dos olhares de soslaio e dos risinhos abafados dos carregadores das três camas individuais para o mesmo quarto consegui realizar o meu sonho adolescente de estar na cama com dois gajos aproveitando em simultâneo todas as potencialidades do meu corpo.
Desafio aceite por maria_arvore











etc, etc...
das nossas casas, que por alguma razão se aproximou de nós, alguma coisa ou alguém que não aceita, ou não percebe que morreu. Só não admitimos essas presenças por medo. Não importa onde morreram. Nem sequer onde viveram, é muito mais simples que isso. Limitam-se a ficar perto das coisas que amaram. É o que os conserva cá. Sempre que apagarem as luzes, fiquem atentos aos sons, aos sinais que possam surgir, é natural que vos faça tremer ao passar. Habituem-se ao escuro, é uma outra claridade. Com muita sorte, talvez consigam assistir à vossa própria morte. 



