
Há quem leia revistas quando vai à casa de banho
Eu, que acho e sinto o acto de escrever
Tão natural como comer ou evacuar
Escrevo poesia.
Durante anos deitei poesia e papel higiénico pela sanita
Nunca vi grande diferença entre o papel higiénico
E os versos por mim escritos que foram pelo esgoto
Nem pensava mais quer numa coisa quer noutra.
Simplesmente expeli no local normal e natural
Necessidades.
Poema - "Bela encandescente"
Foto - Rafal Bednarz
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