16/Mai/2008
"Cacau, pasta, pastel, massa, arame, couve, taco, cobre, carcanhol, guita, pilim, milho, ferro, narta, graveto, papel, bago, guito, pataco, aço, guilho, cumbu, euro-milhões, etc..."
9/Mai/2008
Até quando falhamos podemos ser melhores
"Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."
"Primeiro o corpo. Não. Primeiro o lugar. Não. Primeiro ambos. Ora um deles. Ora o outro. Até fartar de um deles e tentar o outro. Até fartar também deste e fartar outra vez de um deles. Assim em diante. Dalgum modo em diante. Até fartar de ambos. Vomitar e partir. Para onde nem um nem outro. Até fartar desse lugar. Vomitar e voltar. Outra vez o corpo. Onde nenhum. Outra vez o lugar. Onde nenhum. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Melhor outra vez. Ou melhor poir. Falhar pior outra vez. Ainda pior outra vez. Até fartar de vez. Vomitar de vez. Partir de vez. Onde nem um nem outro de vez. De vez e tudo."
"Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."
In: Últimos trabalhos de Samuel Beckett
"Primeiro o corpo. Não. Primeiro o lugar. Não. Primeiro ambos. Ora um deles. Ora o outro. Até fartar de um deles e tentar o outro. Até fartar também deste e fartar outra vez de um deles. Assim em diante. Dalgum modo em diante. Até fartar de ambos. Vomitar e partir. Para onde nem um nem outro. Até fartar desse lugar. Vomitar e voltar. Outra vez o corpo. Onde nenhum. Outra vez o lugar. Onde nenhum. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Melhor outra vez. Ou melhor poir. Falhar pior outra vez. Ainda pior outra vez. Até fartar de vez. Vomitar de vez. Partir de vez. Onde nem um nem outro de vez. De vez e tudo."
"Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor."
In: Últimos trabalhos de Samuel Beckett
8/Mai/2008
O meu primeiro Livro
“Aventuras de Dona Redonda”
(A notícia da passagem no pinhal daquela coisa extraordinária, espalhou-se com incrível rapidez.)
(A notícia da passagem no pinhal daquela coisa extraordinária, espalhou-se com incrível rapidez.)
- Onde está? Para onde vai?
- O que é?
- Dizem que é um automóvel puxado por cavalos com asas.

- Não são asas, são orelhas.
- Não são cavalos, são burros pretos.
- Levam atrás uma teia de aranha de ferro.
- Que disparate! O que levam são duas bicicletas amarradas uma à outra.
- E presas a um tronco.
- E em cima do tronco vai um homem de cara esquisita.
- Quem é o homem?
- É um urso.
- Tu nunca viste um urso.
- Vi, sim senhora.
- Toda a gente viu os ursos que passaram para a feira.
- Mas se é um urso, deve ir preso.
- Porquê?
- Porque os ursos que aqui passam vão presos pelo nariz.
- Olha! Olha! Lá vai a tal coisa.
- Onde? Onde?
- Não ouves o barulho?
- Vamos ver! Vamos ver!
7/Mai/2008
5/Mai/2008
das nossas casas, que por alguma razão se aproximou de nós, alguma coisa ou alguém que não aceita, ou não percebe que morreu. Só não admitimos essas presenças por medo. Não importa onde morreram. Nem sequer onde viveram, é muito mais simples que isso. Limitam-se a ficar perto das coisas que amaram. É o que os conserva cá. Sempre que apagarem as luzes, fiquem atentos aos sons, aos sinais que possam surgir, é natural que vos faça tremer ao passar. Habituem-se ao escuro, é uma outra claridade. Com muita sorte, talvez consigam assistir à vossa própria morte. Friendship
Tem uma perna de pedra. O resto do corpo é normal. Os raciocínios não são afectados. Pensa e fala como os outros. O problema é a movimentação. Para arrastar a perna de pedra não basta a outra perna normal fazer força. São necessários pelo menos dois amigos. Um de cada lado. Alguns dizem que ele tem intencionalmente uma perna de pedra para estar sempre acompanhado por dois amigos. Não sei se é verdade. Se é verdade é bem raro – um sacrifício tão grande por amizade. (Gonçalo M. Tavares)
4/Mai/2008
Frase & Opinião
“Os portugueses vêem como Sócrates se irrita especialmente comigo” Pedro Santana Lopes (SOL)
Ouve lá Santana não leves a mal pá, mas os portugueses só de olharem para ti e para o Sócrates ficam logo irritados muito antes de vocês abrirem a boca !
Ouve lá Santana não leves a mal pá, mas os portugueses só de olharem para ti e para o Sócrates ficam logo irritados muito antes de vocês abrirem a boca !
A pergunta:
Quando as verdades são evidentes e absolutamente contraditórias, o que tens a fazer é mudar de linguagem ?
3/Mai/2008
Haicai #3
Um mundo de brincadeiras à minha esperaHistórias, cantigas, desenhos para colorir
Mãe, por onde anda a minha infância?
Etiquetas: haicai
1/Mai/2008
Nem tudo acaba mal.
A solidão é sempre menos sentida quando a luz do anúncio de néon do prédio em frente se acende e entra através da persiana semi-aberta, da cortina fina quase transparente, acomodando-se na sala, no tecto, no chão. Os objectos, os quadros, as cartas fora da gaveta, os livros, ganham um novo sentido. Dá-nos um novo olhar sobre as coisas quando pelas
paredes escorre a luz espaçada do néon a caminho do chão. Lembro-me que foi numa noite não muito diferente desta, que tudo aconteceu. Os dois deitados no sofá, a luz apagada, a televisão acesa com o som no mínimo, as nossas palavras, os nossos risos. Dizes, vou lá fora comprar cigarros. Eu espero. As horas passam. E tu não voltas, e eu à tua espera. A luz de néon entra na sala. Pensei, não se parte sem dizer que não se volta, parece mal e não é bonito. Mas foi isso mesmo que aconteceu. Nunca mais voltaste. Pensava que a desculpa dos cigarros era só coisa dos homens. Enganei-me. A partir de então, sempre que levava um cigarro aos lábios lembrava-me de ti. Acabei por deixar de fumar. E nunca mais precisei de voltar a usar as bombas de Ventilan.
Obrigado Sara.
paredes escorre a luz espaçada do néon a caminho do chão. Lembro-me que foi numa noite não muito diferente desta, que tudo aconteceu. Os dois deitados no sofá, a luz apagada, a televisão acesa com o som no mínimo, as nossas palavras, os nossos risos. Dizes, vou lá fora comprar cigarros. Eu espero. As horas passam. E tu não voltas, e eu à tua espera. A luz de néon entra na sala. Pensei, não se parte sem dizer que não se volta, parece mal e não é bonito. Mas foi isso mesmo que aconteceu. Nunca mais voltaste. Pensava que a desculpa dos cigarros era só coisa dos homens. Enganei-me. A partir de então, sempre que levava um cigarro aos lábios lembrava-me de ti. Acabei por deixar de fumar. E nunca mais precisei de voltar a usar as bombas de Ventilan.Obrigado Sara.
30/Abr/2008
29/Abr/2008
A Frase
"O dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Representa: saúde, força, honra, generosidade e beleza, do mesmo modo que a falta dele representa: doença, fraqueza, desgraça etc."
Arthur Schopenhauer
Arthur Schopenhauer
A tentativa
Equilibrar-se em cima de uma corda que une dois edifícios. Uma mulher gorda, completamente nua, a equilibrar-se em cima de uma corda que une o telhado de dois edifícios. Cá em baixo, a multidão ri, aponta o ridículo. Cá em baixo fazem apostas sobre o momento da queda. Quanto tempo demorará a cair; segundos ? É isso. tarefa difícil. Suportar a troça da multidão e equilibrar-se em cima de uma corda. E nu. E gordo. Tarefa difícil. Deus está do outro lado da corda. No outro edifício. Não caias. Não tremas. Não temas o ridículo. Mas acabarás por cair. (Gonçalo M. Tavares)






etc, etc...



