setembro 15, 2007

Leituras...

Daniel Tammet tem a Síndroma de Savant, uma forma extremamente rara da síndroma de Asperger (autismo de alto funcionamento) , que lhe concede poderes mentais quase inimagináveis. Daniel vê os números como formas, cores e texturas e consegue realizar extraordinários cálculos mentais em poucos segundos. Em 2004, memorizou e recitou mais de 22 000 dígitos de pi, estabelecendo um novo recorde. É também um linguista de génio: fala 7 línguas e aprendeu o islandês numa semana. Um caso único entre as pessoas com distúrbios autistas graves, visto que, não só não está isolado do mundo e é capaz de levar uma vida completamente independente mas, sobretudo, consegue explicar o que acontece dentro da sua cabeça. Uma Viagem guiada ao seu "Mundo" pelo próprio Daniel.

P.S- A revista Sábado desta semana, que apesar do nome, sai nas bancas à quinta-feira !!! Oferece-nos uma entrevista muito interessante com Daniel Tammet.

A quem se interessar por este tema, e tentar perceber um pouco melhor como funciona o "Mundo" dos autistas, aconselho estes dois livros fantásticos :

"O estranho caso do cão morto" de Mark Haddon
"Autista, quem...? Eu ?" de Ana Martins

3 comentários:

Mo disse...

olha o filme "encontro de irmãos" com o dustin hoffman e o tom cruise

isso só prova que quem sabe mto de numeros é de desconfiar :DDDD

Toze disse...

Não é o teu caso pois não ?

Ana Martins disse...

Isto só prova....???
Só se for que a cretinice e a ignorância andam de mãos dadas!
É de desconfiar...? só se for de pessoas que alguém, há muito tempo, já perdoou porque não sabem o que dizem!
Ainda assim, preciso de o dizer: eu que nem gosto de dar a outra face, tenho grande dificuldade em aceitar que pessoas, as ditas normais, "desconfiem" logo à partida de uma população que tanto tem para lhes ensinar: ironicamente sabe?, em beleza!, desapego, harmonia e simplicidade...
Ser autista, num mundo como o que vivemos hoje, rodeados de pessoas como "mo" parece-me uma benção!
Desça do seu pedestal de normalidadezinha e aprenda a ver o mundo através de um olhar autista. Garanto-lhe que esse gesto só lhe iria provar quão enganado está na sua prepotentíssima pequenez.