uém tem, para além do mais, a vantagem de podermos descansar da pressão que é ter de decidir alguma coisa. Quando eu sigo uma pessoa não decido nada, apenas sigo essa pessoa. Quando ela chega a algum lado, aí sim, vejo-me obrigado a decidir o que fazer. Daí a frustração que sinto quando vejo as pessoas chegarem ao seu destino. Um barco só é barco quando anda na água. Quando chega a uma margem qualquer deixa de ser barco. A margem é sempre mais importante que o barco, eis o que é importante entender. É necessário mantermo-nos no meio do mar ou da cidade se queremos continuar a ser pessoas. É isto que eu penso. Porém, na verdade, saí de casa e perdi-me. Já não sei qual o caminho de regresso. Por isso sigo as pessoas.Gonçalo M. Tavares
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