maio 28, 2008

Leituras

Tudo começa numa manhã chuvosa. Uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte de Berna. Raimund Gregorius, um banal professor de grego e latim de 57 anos, evita o acto desesperado e fica surpreendido com o som de uma palavra. Português, responde ela, ao ser questionada sobre a língua que fala. Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar porquê, entra num comboio para Lisboa...

O que mais surpreende nesta obra é a transcrição de extractos completos de um outro livro dentro da mesma obra. Amadeu Inácio de Almeida Prado, "Um Ourives das Palavras" que Gregorius descobre numa livraria e vai traduzindo o livro à medida que vai aprendendo português, não só consiste em reflexões sobre o sentido da vida e da morte, como provoca uma vontade imensa de descobrir quem é este Amadeu de Prado. Inocentemente estava eu convencido que existia um tal Amadeu de Prado, o que me levou de imediato a pesquisar durante algum (muito) tempo na internet procurando esta obra "Um ourives das palavras" ou procurando um tal de "Amadeu de Prado". A verdade é que não existe nem a obra nem o autor Amadeu de Prado que bem poderia ser um heterónimo de Pessoa, tal a riqueza das frases! E quem leu o "Livro do Desassossego", vai me perceber. (ou não, ou não)

Comboio Nocturno para Lisboa

3 comentários:

Anónimo disse...

Caro senhor,

Estava a pesquisar na internet sobre este livro e encontrei o seu comentário e este outro, de um ano depois, que o copia integralmente, tendo a sua autora tido o trabalho de mudar «convencido» para «convencida».
Como acho os plágios muito tristes e, se me acontecesse, também gostaria que me dissessem, aqui lhe deixo o link.
Cordialmente,
Adriana

link do site plagiador:
http://mysimplewords.blogspot.com/2009/02/um-trem-para-lisboa.html

«Tudo começa numa manhã chuvosa.
Uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte de Berna.

Raimund Gregorius, um banal professor de grego e latim de 57 anos, evita o ato desesperado e fica surpreendido com o som de uma palavra. "Português", responde ela, ao ser questionada sobre a língua que fala. Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar o porquê, entra num comboio para Lisboa...

O que mais surpreende nesta obra é a transcrição de extratos completos de um outro livro dentro da mesma obra. O autor seria Amadeu Inácio de Almeida Prado, e o livro "Um Ourives das Palavras", que Gregorius descobre numa livraria e vai traduzindo à medida que vai aprendendo português. Esta história não só consiste em reflexões sobre o sentido da vida e da morte, como provoca uma vontade imensa de descobrir quem é este Amadeu de Prado.

Inocentemente estava eu convencida de que existia um tal Amadeu de Prado, o que me levou de imediato a pesquisar durante algum (muito) tempo na internet, procurando esta obra "Um ourives das palavras" ou procurando um tal de "Amadeu de Prado". A verdade é que não existe nem a obra nem o autor Amadeu de Prado.

Pois é, o livro é pura ficção. Mas da melhor qualidade. Recomendo.

Foi lançado originalmente em Alemão, traduzido em Francês, em Espanhol e Inglês. Li em Inglês, mas estou esperando uma boa tradução para o Português, pois quem já leu a atual, achou muito fraca.

Bjo.

Claudia.»

Claudia Pinelli® disse...

Sr. Tozé,

sou a Claudia mencionada no comentário acima e gostaria de fazer alguns esclarecimentos.

A sra. que veio aqui me "denunciar", cometeu um grande equívoco - típico daqueles que buscam encontrar maldade em todos os lugares: não se deu ao trabalho de ler o post inteiro! Pois se assim o tivesse feito, teria visto a fonte da qual retirei o texto - a Wikipedia.

Peço, de forma humilde, que me desculpe por ter citado um texto seu sem autorização, mas, de imediato, me justifico, dizendo que não havia nada lá que me levasse ao senhor.

Nunca tive a menor intenção de plagiá-lo ou coisa parecida, pois como pode ver aqui: http://prosaicospoemas.blogspot.com.br/, sou poetisa e também já sofri com isso.

Desde já, minhas mais respeitosas desculpas.

Um abraço,


Claudia Fernandes.

Anónimo disse...

Copiem-se, plagiem-se... Partilhem-se! Acima de tudo obrigado pela informação pois poupou-me tb o tempo de procurar a obra de um tal Amadeu de Prado :D