maio 18, 2008

Abismo


Os pensamentos entravam sem cerimónia e procriavam sem parar. Cada pista de raciocínio era severamente analisada como se fosse a chave para compreender a vertigem e o porquê da vertigem e da incapacidade de sentir a vida para além dela. E a vida o que é afinal? Olhou-se mais uma vez ao espelho para se certificar que era um rosto e um corpo e não um novelo emaranhado dentro de si próprio. Um novelo que não tem princípio nem fim...
Tirou o quadro da parede e pô-lo no chão. Vou acabar com a loucura. Subiu para cima da cama e atirou-se para o abismo.
Desafio aceite por Vague

3 comentários:

Mónica disse...

pensei que "tirou o espelho da parede"

subir para cima da cama não me parece bem, há a tentação de se pôr aos saltos, partir as tábuas e aí é abismo na certa! e lá se vai a linha do pensamento..

vague disse...

Mo, mas é exactamente isso! :)

Acho q não fui clara a não ser para mim, escrevi em cima do meu joelho virtual; a imagem q quis passar foi:

(ela)
pôs o quadro no chão (o quadro q se chama 'abismo' e estava na parede e q ilustra o presente post)
e atirou-se para o abismo, em sentido figurado e real. e subiu para cima da cama para a queda ser maior.
devia estar com os pensamentos jeitosos a moça :)

Mónica disse...

é q antes disseste "olhou-se mais uma vez no espelho" e eu ía na cena do espelho, a fotografia do desafio ("quadro do abismo") era afinal a dela, retratada em pensamentos, ai n sei se me entendeste, mas que se lixe, tá giro!