setembro 29, 2008
A Pergunta :
Ganhar mais dinheiro e estar com a mente e o tempo ocupado com o trabalho o dia todo, ou ganhar menos dinheiro e ter mais tempo e a mente livre, para as outras coisas da vida ?
Comentário ao Post anterior
Homessa!
Podes sempre contar o que fizeste hoje de manhã na casa de banho ou a tua última aventura sexual numa sala de cinema ou a forma como a chuva bate nas janelas das carruagens dos portadores do Andante que andam todos cabiscaixos.
(ou então, aqui que ninguém nos ouve digo-te: vai dar uma queca e vais ver que te volta a inspiração )
Um comentário de maria-árvore
Assim fiz Maria, e depois de várias quecas...cá estou de volta !
Obrigado
Podes sempre contar o que fizeste hoje de manhã na casa de banho ou a tua última aventura sexual numa sala de cinema ou a forma como a chuva bate nas janelas das carruagens dos portadores do Andante que andam todos cabiscaixos.
(ou então, aqui que ninguém nos ouve digo-te: vai dar uma queca e vais ver que te volta a inspiração )
Um comentário de maria-árvore
Assim fiz Maria, e depois de várias quecas...cá estou de volta !
Obrigado
setembro 26, 2008
setembro 22, 2008
Bem vinda ó saudosa Chuva !
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é.” (Alberto Caeiro)
Hoje particularmente foi muito divertido, porque na minha terrinha houve uma daquelas enfadonhas festas de santos populares; Nossa Senhora das Dores. Uma festa igual a muitas outras em que as aldeias circundantes descem à cidade, e a enchem. Mas aqui, foi sol de pouca dura, ainda tiveram sorte de ver a procissão da treta a passar (coisa que nunca vi). No final a bela da chuva desancou aquela gente para fora das ruas, e uma vez mais a minha cidade ficou deserta em poucos minutos, tal como eu gosto. Um dia de chuva é sempre belo e ...admirável de se ver !
Boa semana de trabalho companheiros
Hoje particularmente foi muito divertido, porque na minha terrinha houve uma daquelas enfadonhas festas de santos populares; Nossa Senhora das Dores. Uma festa igual a muitas outras em que as aldeias circundantes descem à cidade, e a enchem. Mas aqui, foi sol de pouca dura, ainda tiveram sorte de ver a procissão da treta a passar (coisa que nunca vi). No final a bela da chuva desancou aquela gente para fora das ruas, e uma vez mais a minha cidade ficou deserta em poucos minutos, tal como eu gosto. Um dia de chuva é sempre belo e ...admirável de se ver !Boa semana de trabalho companheiros
setembro 20, 2008
A frase
"As pessoas envelhecem e depois morrem, os livros não. Envelhecem muitas vezes e depois, passados anos, voltam a nascer." (Manuel Lopes)
Ainda vamos a tempo de nascer, basta que para isso escrevamos o nosso livro! (antes que seja tarde demais )
Ainda vamos a tempo de nascer, basta que para isso escrevamos o nosso livro! (antes que seja tarde demais )
(4ª parte)
Manifesta-se nela um Deus avesso à vida e à alegria que só pretende constranger a poderosa dimensão de uma vida humana, o grande círculo que ela consegue descrever - desde que lhe concedam para tal a liberdade - e apertá-la até que se reduza a um só e contraído ponto
de obediência. Amarfanhados pela mágoa e suportando o peso dos pescados, ressequidospela sujeição e pela infâmia da confissão, devemos arrastar-nos até à sepultura, a testa marcada pela cruz de cinza, na esperança mil vezes refutada de uma vida melhor ao seu lado. Mas como é que poderíamos passar melhor ao lado de alguém que antes nos roubou toda a alegria e nos privou de todas as liberdades? E, no entanto, as palavras que Dele vêm e que para Ele se dirigem são de uma sedutora beleza. Como me deixei embriagar por elas à luz das velas do altar! Como me pareceu claro, claro como a luz, que aquelas palavras fossem a medida de todas as coisas! Como achava incompreensível que as pessoas dessem importância a outras palavras, quando cada uma delas só podia segnificar uma condenável dispersão e uma perda da essência! Ainda hoje quando escuto um canto gregoriano; e por um instante irreflectidosinto-me triste porque o antigo arrebatamento deu definitivamente lugar à rebelião. Uma rebelião que se ateou em mim como uma labareda quando, pela primeira vez, ouvi as seguintes palavras: Sacrificium Intelecttus. (continua)
de obediência. Amarfanhados pela mágoa e suportando o peso dos pescados, ressequidospela sujeição e pela infâmia da confissão, devemos arrastar-nos até à sepultura, a testa marcada pela cruz de cinza, na esperança mil vezes refutada de uma vida melhor ao seu lado. Mas como é que poderíamos passar melhor ao lado de alguém que antes nos roubou toda a alegria e nos privou de todas as liberdades? E, no entanto, as palavras que Dele vêm e que para Ele se dirigem são de uma sedutora beleza. Como me deixei embriagar por elas à luz das velas do altar! Como me pareceu claro, claro como a luz, que aquelas palavras fossem a medida de todas as coisas! Como achava incompreensível que as pessoas dessem importância a outras palavras, quando cada uma delas só podia segnificar uma condenável dispersão e uma perda da essência! Ainda hoje quando escuto um canto gregoriano; e por um instante irreflectidosinto-me triste porque o antigo arrebatamento deu definitivamente lugar à rebelião. Uma rebelião que se ateou em mim como uma labareda quando, pela primeira vez, ouvi as seguintes palavras: Sacrificium Intelecttus. (continua)
setembro 17, 2008
setembro 16, 2008
(3ª parte)
Eu venero a palavra de Deus, pois amo a sua força poética. E abomino a palavra de Deus, pois odeio a sua crueldade. O amor é um difícil amor, pois tem constantemente que destinguir entre o fulgor das palavras e a exaltada submissão a uma divindade presumida. O ódio é um difícil ódio, pois como é qu
e podemospermitir-nos odiar palavras que participam da própria melodia da vida nesta parte do mundo? Palavras que nos ensinaram, desde o início, o que significa a reverência? Palavras que para nós foram como que fanais, quando começamos a pressentir que a vida visível não pode ser toda a vida? Palavras sem as quais não seríamos aquilo que somos? Mas não nos esqueçamos: são palavras que exigem de Abraão que ele sacrifique o seu próprio filho, como se de um bicho se tratasse. O que é que fazemos com a nossa ira quando lemos isso? O que pensar de um tal Deus? Um Deus que acusa Job de disputar com ele quando nada sabe e nada entende? Quem foi que o criou assim? E por que é menos injusto quando Deus lança, sem qualquer motivo, alguém para a desgraça do que quando é um comum mortal a fazê-lo? Não terá Job todos os motivos para a sua queixa? A poesia da Palavra divina é tão avassaladora que tudo silencia. Toda e qualquer contestação acaba reduzida a um lastimável ladrar. É por isso que não basta pôr simplesmente a Bíblia de parte, temos antes de a atirar fora, assim que estejamos fartos dos seus desaforos e da servidão que ela nos impõe. (continua)
e podemospermitir-nos odiar palavras que participam da própria melodia da vida nesta parte do mundo? Palavras que nos ensinaram, desde o início, o que significa a reverência? Palavras que para nós foram como que fanais, quando começamos a pressentir que a vida visível não pode ser toda a vida? Palavras sem as quais não seríamos aquilo que somos? Mas não nos esqueçamos: são palavras que exigem de Abraão que ele sacrifique o seu próprio filho, como se de um bicho se tratasse. O que é que fazemos com a nossa ira quando lemos isso? O que pensar de um tal Deus? Um Deus que acusa Job de disputar com ele quando nada sabe e nada entende? Quem foi que o criou assim? E por que é menos injusto quando Deus lança, sem qualquer motivo, alguém para a desgraça do que quando é um comum mortal a fazê-lo? Não terá Job todos os motivos para a sua queixa? A poesia da Palavra divina é tão avassaladora que tudo silencia. Toda e qualquer contestação acaba reduzida a um lastimável ladrar. É por isso que não basta pôr simplesmente a Bíblia de parte, temos antes de a atirar fora, assim que estejamos fartos dos seus desaforos e da servidão que ela nos impõe. (continua)
(2ª parte)
E, no entanto, existe ainda um outro mundo no qual eu não quero viver: um mundo onde o corpo e o pensar independente são condenados e onde coisas que fazem parte do melhor que podemos experimentar são extigmatizados como pecados. O mundo em que nos é exigido amar os tiranos, os torcionários e assassinos traiçoeiros, mesmo quando as suas brutais passadas marciais ecoam atordoantes pelas vielas, ou quando se esgueiram silenciosos e felinos, como sombras cobardes, pelas ruas e travessas, para enterrar pelas costas, direito ao coração das vítimas, o aço faiscante. Entre todas as afrontas que do alto do púlpito foram lançadas às pessoas, uma das mais absurdas é, sem dúvida, a exigência de perdoar e até de amar essas criaturas. Mesmo se alguém o conseguisse, isso significaria uma falsidade sem igual e um esforço de abnegação desumano que teria, forçosamente, que ser pago com a mais completa atrofia. Esse mandamento, esse desvairado e perverso mandamento do amor para com o inimigo serve apenas para quebrar as pessoas, para lhes roubar toda a coragem e toda a confiança em si próprias, e para as tornar maleáveis nas mãos dos tiranos, para que elas não consigam encontrar a força para se revoltarem, se necessário pegarem em armas. (continua)
setembro 15, 2008
Reverência e Aversão Perante a Palavra de Deus
Não quero viver num mundo sem catedrais. Preciso da sua beleza e da sua transcendência. Preciso delas contra a vulgaridade do mundo. Quero erguer o meu olhar para o brilho dos seus vitrais e deixar-me cegar pelas cores prodigiosas. Preciso do seu esplendor. Preciso dele contra a suja uniformidade das fardas. Quero cobrir-me com a frescura seca das igrejas. Preciso do seu silêncio imperioso. Preciso dele contra a berraria na parada da caserna e o arrazoar frívolo dos oportunistas. Quero escutar o eco oceânico do órgão, essa inundação de sons sobrenaturais. Preciso dele contra o chinfrim ridículo da música de marcha. Amo as pessoas que rezam. Preciso da sua imagem. Preciso dela contra o veneno insidioso do supérfluo e negligente. Quero ler as poderosas palavras da Bíblia. Preciso da força irreal da sua poesia. Preciso dela contra o aviltamento da linguagem e a ditadura das senhas. Um mundo sem estas coisas seria um mundo no qual eu não gostaria de viver. (continua)
setembro 14, 2008
De volta à realidade !!!
Foram dias bem passados, sem regras, sem horários !
Voltar à realidade é doloroso,
Tão doloroso que se torna um sacrifício !
Vou passar o tempo a negar todas as horas,
minutos e segundos dos dias que me restam !
Vou desejar não estar aqui !
Vou sonhar que nunca voltei !
Não quero acordar, colocar os pés no chão...
e voltar à rotina dos dias, à realidade cinzenta !
Vou negar o tempo que voa rapidamente,
partir-lhe os ponteiros, quebrar-lhe as asas,
Posso fazer tudo isso, mas nada adiantará, porque...
voltar à realidade é...Inevitável !
Voltar à realidade é doloroso,
Tão doloroso que se torna um sacrifício !
Vou passar o tempo a negar todas as horas,
minutos e segundos dos dias que me restam !
Vou desejar não estar aqui !
Vou sonhar que nunca voltei !
Não quero acordar, colocar os pés no chão...
e voltar à rotina dos dias, à realidade cinzenta !
Vou negar o tempo que voa rapidamente,
partir-lhe os ponteiros, quebrar-lhe as asas,
Posso fazer tudo isso, mas nada adiantará, porque...
voltar à realidade é...Inevitável !
setembro 13, 2008
setembro 05, 2008
setembro 04, 2008
Desejo patético ?
Voltar àquele ponto da minha vida em que teria podido optar por uma outra direcção completamente diferente daquela que acabou por fazer de mim, aquilo que hoje sou. O desejo paradoxal de viajar para trás no tempo que me fez, mas levando-me simultaneamente a mim, àquele que agora sou e que foi marcado por tudo o que aconteceu.
Memento Mori
Desistir da profissão de que não se gosta.
Libertar-se dos ambientes odiados.
Acreditar que o futuro ainda será longo.
Contrariar hábitos e expectativas próprias, mas sobretudo, as expectativas e as ameaças dos outros.
Fazer a viagem há muito sonhada.
Aprender ainda aquela língua.
Ler aqueles livros.
Comprar aquilo.
No fundo, tornarmo-nos conscientes daquilo que realmente queremos, e essencialmente acreditar que tudo isto, não são apenas palavras escritas em vão.
Não mais viver uma vida destituída de qualquer esperança verdadeiramente ousada e exigente, livre de expectativas banais, como a espera da chegada de um...autocarro.
Passar o dia deitado na praia, pode ser a resposta ao memento , a resposta de alguém que, até agora, se limitou a trabalhar.
Libertar-se dos ambientes odiados.
Acreditar que o futuro ainda será longo.
Contrariar hábitos e expectativas próprias, mas sobretudo, as expectativas e as ameaças dos outros.
Fazer a viagem há muito sonhada.
Aprender ainda aquela língua.
Ler aqueles livros.
Comprar aquilo.
No fundo, tornarmo-nos conscientes daquilo que realmente queremos, e essencialmente acreditar que tudo isto, não são apenas palavras escritas em vão.
Não mais viver uma vida destituída de qualquer esperança verdadeiramente ousada e exigente, livre de expectativas banais, como a espera da chegada de um...autocarro.
Passar o dia deitado na praia, pode ser a resposta ao memento , a resposta de alguém que, até agora, se limitou a trabalhar.
setembro 01, 2008
Férias
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